Meio/Ideia: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em cenário de segundo turno
Presidente registra 45,5% das intenções de voto e senador chega a 45,8%; 51,4% afirmam que ainda podem mudar de voto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatam em cenário de segundo turno das eleições de 2026, mostra nova pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (8). O petista registra 45,5% e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marca 45,8%. A diferença se dá dentro da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais (p.p.) para mais ou para menos.
Oponentes também ficam próximos em simulação de primeiro turno. Lula alcança 40,4% e Flávio Bolsonaro atinge 37%. O terceiro índice com maior percentual é de quem respondeu não saber, com 8,5%. Depois, vêm Ronaldo Caiado (PSD), com 6,5%, Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), ambos com 3%, e Aldo Rebelo (DC), com 0,6%. Opção ninguém/branco/nulo marcou 1%.


O levantamento do Meio/Ideia foi realizado entre os dias 3 e 7 de abril, com 1.500 entrevistas por telefone. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa também projetou cenários alternativos de segundo turno. Lula vence todos os outros candidatos com vantagem acima da margem de erro. As simulações com menos folga do petista foram contra Caiado (45% a 39%) e Zema (44,7% a 38,7%).
No voto espontâneo, em que entrevistadores não dizem nomes de candidatos a eleitores, Lula lidera com 32,6%, seguido de Flávio Bolsonaro (19,4%). O terceiro colocado é Jair Bolsonaro (6%), que segue inelegível e em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. Completam o top 5 Zema (4,1%) e Caiado (2,6%).



Aprovação de Lula, decisão de voto e “pressão estrangeira”: outros dados da pesquisa
Em relação ao trabalho de Lula, 51% afirmam desaprovar o petista, enquanto 45% respondem aprová-lo; 4% não sabem responder.
O Meio/Ideia ainda perguntou a eleitores se já decidiram em quem votar para presidente: 51,4% admitem que podem mudar de ideia e 48,6% afirmam que estão decididos.



Na avaliação da economia, o maior índice é de quem responde péssimo (30%). Depois, vêm as opções regular (23%), bom (19%), ruim (14,6%), ótimo (9,1%) e não sabe (4,3%).
Pesquisadores também fizeram perguntas a respeito de outros temas. Sobre uma possível “pressão estrangeira” na eleição, 52% respondem que o pleito deve ser decidido por brasileiros; 28% acham “legítimo buscar apoio” de fora do país e 18,1% dizem que “depende, preciso me informar mais”.
E o que mais ameaça a democracia nacional? Para 42,5%, é a “concentração de poder no Judiciário”. A opção “corrupção dos políticos” marca 16,5%, enquanto a polarização entre esquerda e direita responde por 13% das opiniões. Eleitores também puderam escolher “desinformação e fake news” (9,7%), “influência estrangeira nas eleições” (9,1%) e “nenhuma, não está ameaçada” (4,3%).



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