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Relato

Ministro do STJ Marco Buzzi, é acusado de assédio sexual por jovem de 18 anos em SC

Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas

• Atualizado

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

Ministro do STJ Marco Buzzi, é acusado de assédio sexual por jovem de 18 anos em SC | Foto: Sérgio Amaral / STJ
Ministro do STJ Marco Buzzi, é acusado de assédio sexual por jovem de 18 anos em SC | Foto: Sérgio Amaral / STJ

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu na terça-feira (3), um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos. A notícia foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão. Benjamin foi informado do caso por um grupo de ministras do tribunal.

O crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos na casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força. Acompanhada dos pais, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia.

Marco Buzzi é acusado de assédio sexual

Procurado, Buzzi divulgou nota por meio da assessoria de imprensa do STJ. “O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, diz a nota.

Na manhã desta quarta-feira (4), a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ. Em nota, o CNJ informou que o caso tramita em sigilo para “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”.

Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), foro para processar e julgar criminalmente ministros de cortes superiores.

A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.

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