Greve de caminhoneiros pode parar o Brasil na quinta (19)
Categoria reage à alta do diesel e diz que paralisação pode repetir cenário crítico de 2018.
• Atualizado
Caminhoneiros de diferentes regiões do país articulam uma greve nacional que pode começar na próxima quinta-feira (19), caso não haja avanço nas negociações com o governo e o setor. A mobilização é liderada por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), conhecido como Chorão.
O movimento ganhou força após o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13). A medida ocorreu menos de 24 horas depois de o Governo Federal lançar um pacote para tentar conter a alta do combustível.
De acordo com Chorão, cerca de 95% das entidades que representam a categoria já demonstraram apoio à paralisação. Além disso, ele afirma que as tratativas estão em estágio avançado. Segundo o líder, a decisão não tem motivação política, mas econômica.
Como resposta à pressão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel e a criação de um programa de subvenção para reduzir o impacto do aumento internacional do petróleo, influenciado pela Guerra na Ucrânia.
Apesar disso, a categoria considera as medidas insuficientes. Entre as reivindicações, estão a atualização da planilha de custos mínimos do frete e a isenção de pedágio para caminhões vazios.
Ainda conforme Chorão, o cenário atual se assemelha ao da greve dos caminhoneiros de 2018, quando uma paralisação de dez dias provocou desabastecimento de combustíveis e alimentos em diversas regiões do país.
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