Governadores brasileiros se manifestam após ofensiva dos EUA
As reações revelam posições divergentes uns defendem os Estados Unidos, outros a soberania venezuelana
• Atualizado
Governadores de diferentes estados brasileiros se manifestaram neste sábado (3) sobre os acontecimentos na Venezuela, após o ataque dos Estados Unidos e o anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro. As reações revelam posições divergentes, que vão desde a defesa do direito internacional e da soberania dos países até manifestações de apoio à queda do regime chavista.
Governador de Antonio Denarium de Roraima acompanha a situação
Em nota oficial, o Governo de Roraima, Antonio Denarium (Progressistas) afirmou que acompanha com atenção os desdobramentos na Venezuela e possíveis impactos na estabilidade regional. Por fazer fronteira direta com o país vizinho, o estado destacou a importância da cooperação internacional, do diálogo e da preservação da ordem pública.
Segundo o governo roraimense, as autoridades estaduais mantêm contato permanente com órgãos da União para monitorar eventuais reflexos na rotina da população. A gestão também salientou que os órgãos de segurança pública seguem em atuação normal, preparados para garantir a paz, a proteção da população e a continuidade dos serviços essenciais.
Jerônimo Rodrigues, da Bahia, se alinha ao governo federal
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou apoio à posição adotada pelo governo brasileiro, que condenou a ação militar dos Estados Unidos. Ele classificou o episódio como uma grave agressão a mais um país latino-americano e informou que o estado está atuando para identificar a situação de baianos que se encontram na Venezuela.
“O Governo da Bahia está agindo para que as necessidades dos baianos e dos demais brasileiros sejam atendidas pela Embaixada do Brasil, em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania”, afirmou. Jerônimo reforçou o compromisso com a defesa do diálogo e da convivência pacífica entre os países.
Helder Barbalho, do Pará, critica violação do direito internacional
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), adotou um tom crítico à ação norte-americana e alertou para um “retrocesso histórico” na América do Sul. Para ele, a captura de um chefe de Estado por uma potência estrangeira representa uma agressão à ordem internacional.
Apesar de reconhecer o caráter autoritário do regime de Nicolás Maduro, Barbalho afirmou que “um erro não justifica outro” e defendeu que soluções baseadas exclusivamente na força não podem prevalecer. O governador manifestou solidariedade ao povo venezuelano e esperança de que o respeito aos princípios democráticos supere a violência.
Ratinho Júnior, do Paraná, elogia decisão dos Estados Unidos
Em posição oposta, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), elogiou publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ação militar. Segundo ele, a decisão representaria a libertação de um povo que estaria sendo oprimido há décadas por um regime antidemocrático.
“Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”, declarou o governador em nota.
Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, pede diálogo e respeito à soberania da Venezuela
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), manifestou profunda preocupação com a escalada da tensão na região. Ele afirmou que o regime de Maduro é ditatorial e viola direitos humanos, mas ressaltou que a invasão de um país soberano por forças estrangeiras também é inaceitável.
Para Leite, os princípios diplomáticos, o diálogo e o respeito à soberania devem prevalecer. “A América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas”, afirmou, ao expressar solidariedade ao povo venezuelano.
Romeu Zema, de Minas Gerais, vê oportunidade de reconstrução
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a queda de Maduro pode abrir caminho para que a Venezuela reencontre paz, estabilidade e desenvolvimento. Em sua avaliação, o chavismo isolou o país, destruiu a economia e provocou uma das maiores crises migratórias da região.
Zema defendeu que a Venezuela se reabra ao mundo com liberdade, democracia e oportunidades para a população reconstruir sua história.
Ronaldo Caiado, de Goiás, fala em “libertação do povo venezuelano”
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também celebrou os acontecimentos. Para ele, o dia 3 de janeiro pode entrar para a história como o marco da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de duas décadas pelo que chamou de “narcoditadura chavista”.
Caiado afirmou esperar que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país vizinho.
Governador do Tocantins acompanha a situação
Elmano de Freitas de Freitas (PT) disse que está atento ao está acontecendo. “Estou acompanhando com atenção os desdobramentos dos acontecimentos na Venezuela. Torço para que nossos irmãos sul-americanos encontrem o caminho da paz e da prosperidade o mais rápido possível”, afirmou.
Wanderlei Barbosa, do Ceára, se manifestou no X, antigo Twitter
No post, Wanderlei Barbosa (Republicanos) disse que espera que tudo fique bem. “Estou acompanhando com atenção os desdobramentos dos acontecimentos na Venezuela. Torço para que nossos irmãos sul-americanos encontrem o caminho da paz e da prosperidade o mais rápido possível”, postou.
Até o fechamento desta reportagem, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) ainda não havia se manifestado.
Leia Mais
>> Para mais notícias, siga o SCC10 no Instagram, Threads, Twitter e Facebook.
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO