Flávio Bolsonaro contraria Eduardo e vota por lei da misoginia
A proposta recebeu 67 votos favoráveis, entre eles o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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O Senado aprovou, na terça-feira (24), por unanimidade, o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. A proposta recebeu 67 votos favoráveis, entre eles o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A votação evidenciou divergência dentro da própria família. Um dia antes, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou publicamente o texto nas redes sociais. Ele afirmou que a proposta representa uma agenda “antinatural” e “antimasculina”, além de defender que o projeto deveria ser rejeitado.
Aliada de Flávio, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se posicionou contra a iniciativa. Após a aprovação, ela declarou que o objetivo da proposta seria “corromper as famílias” e enfraquecer os vínculos entre homens e mulheres.
O texto altera a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, para incluir a misoginia entre os crimes de discriminação. Com isso, a injúria misógina passa a ter pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
Além disso, o projeto amplia o alcance da legislação ao enquadrar condutas de discriminar, induzir ou incitar preconceito contra mulheres. A punição, no entanto, depende da exteriorização do ato, e não apenas da manifestação de pensamento.
O parecer também ajusta o Código Penal para evitar sobreposição de crimes. A injúria misógina passa a ter tratamento mais rigoroso, enquanto casos envolvendo violência doméstica continuam com regras específicas, incluindo possibilidade de aumento de pena.
Por fim, a proposta estabelece uma definição legal de misoginia como a conduta que expressa ódio, aversão ou discriminação contra mulheres. O texto orienta ainda que o Judiciário considere práticas que provoquem constrangimento, humilhação ou exposição indevida como formas de discriminação.
*Com informações do portal Metrópoles.
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