Ex-presidente do INSS sob Lula recebeu R$ 4 milhões em esquema, diz PF
Valores teriam sido repassados entre 2023 e 2024, segundo PF; Alessandro Stefanutto foi demitido após a primeira fase da operação que, agora, mirou deputada
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A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto recebeu cerca de R$ 4 milhões no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
De acordo com a investigação, os valores foram repassados entre 2023 e 2024, durante o governo Lula (PT). O então chefe do INSS foi demitido pelo petista em abril de 2025, após a primeira operação do caso.
Mendonça, do STF, as investigações apontam que a estrutura criminosa responsável pelos descontos fraudulentos teria ligação com integrantes da alta cúpula do instituto.
O despacho menciona que análises de extratos bancários indicariam repasses ao ex-presidente do INSS a partir de contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota, presa nesta terça-feira (17) no Ceará.
A decisão também cita indícios de pagamentos indiretos a pessoas próximas do dirigente. Em um trecho, o ministro afirma que foram identificados “comprovantes de supostos pagamentos, reservas de hospedagem e passagens aéreas” em nome de Gilmar Stelo, descrito como assessor direto de Stefanutto.
A Operação Indébito é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois de prisão no Ceará e no Distrito Federal.
Entre os alvos de busca está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE). O empresário Natjo de Lima Pinheiro também foi preso. Ele e a advogada Cecília Rodrigues são apontados pela Polícia Federal como integrantes centrais da estrutura que operava o esquema. Gorete cumpre medida cautelare com uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a investigação, associações eram usadas para promover filiações fraudulentas em massa de aposentados e pensionistas, permitindo a cobrança de mensalidades diretamente nos benefícios pagos pelo INSS. A Polícia Federal afirma que a organização criminosa teria movimentado centenas de milhões de reais.
Stefanutto deixou o comando do INSS após a primeira fase da investigação, quando foi demitido por Lula (PT).
O SBT News procurou a defesa dos investigados citados na operação, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
Stefanutto já havia sido alvo da PF
Alessandro Stefanutto já havia sido alvo da Polícia Federal na investigação sobre os descontos indevidos no INSS. Ele foi demitido do comando do instituto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril de 2025, após ser alvo de um mandado de busca no âmbito da Operação Sem Desconto.
Em novembro, na quarta fase da mesma operação, Stefanutto foi preso. Na ocasião, a Polícia Federal afirmou que ele recebia cerca de 250 mil reais mensais em propina, utilizando empresas de fachada, no contexto da fraude que, segundo os investigadores, atingiu mais de 600 mil aposentados.
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