CPMI revela movimentação de R$ 19,5 milhões em conta de Lulinha
Dados vieram após quebra de sigilo aprovada pela CPMI que investiga fraudes no INSS
• Atualizado
A quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelou movimentação de R$ 19,5 milhões em sua conta no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano.
Os dados foram obtidos após decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI). O valor total considera R$ 9,77 milhões em entradas e R$ 9,75 milhões em transferências realizadas no período.
Em nota, a defesa de Fábio Luís afirmou que os valores são lícitos e classificou a soma das movimentações como um dado “irrelevante”. Segundo o advogado Guilherme Suguimori, o relatório contabiliza todas as operações bancárias, o que pode registrar o mesmo valor várias vezes em diferentes etapas de uma movimentação financeira.
“Um mesmo valor pode ser registrado seis ou mais vezes no relatório como ‘movimento’, como recebimento, envio de conta corrente para conta investimento, aplicação, retorno para conta e retirada”, afirmou o advogado.
A CPMI aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha e de outras pessoas em uma votação em bloco, procedimento que foi contestado pela base governista. Em decisão favorável à advogada Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou o método de votação ilegal, mas a anulação da quebra de sigilo ainda não foi estendida ao filho do presidente.
Paralelamente à investigação no Congresso, o ministro André Mendonça, também do STF, autorizou a quebra de sigilo para análise exclusiva da Polícia Federal no âmbito das apurações sobre fraudes no INSS.
A suspeita investigada é de que Lulinha teria recebido pagamentos mensais do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
A defesa de Fábio Luís também afirmou que o vazamento das informações fiscais é um “crime grave” e disse que o caso será comunicado às autoridades competentes.
Os advogados sustentam ainda que os recursos movimentados correspondem às atividades das empresas LLF Tech Participações e G4 Entretenimento e Tecnologia, além de rendimentos de aplicações financeiras e antecipações da herança de sua mãe, Marisa Letícia, falecida em 2017.
Segundo a defesa, até o momento não houve acesso aos documentos obtidos pela CPMI e não há menção a elementos ligados às fraudes no INSS, que seriam o foco da investigação.
*Com informações de SBT News.
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