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INVESTIGAÇÃO

Caso Henry: defesa abandona júri e sessão é adiada

Defesa de Jairinho abandona julgamento, júri é adiado para junho e Monique Medeiros terá prisão relaxada por decisão da Justiça

• Atualizado

SBT News

Por SBT News

Caso Henry defesa abandona júri e sessão é adiada.| Foto: Agência Brasil / Divulgação
Caso Henry defesa abandona júri e sessão é adiada.| Foto: Agência Brasil / Divulgação

O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, réu pela morte do menino Henry Borel, foi adiado após a defesa abandonar o plenário no primeiro dia do júri popular, nesta segunda-feira (23), no Rio de Janeiro.

Com a decisão, o julgamento foi remarcado para o dia 22 de junho. A mãe da criança, Monique Medeiros, teve a prisão relaxada e aguardará em liberdade.

A juíza Elizabeth Machado Louro determinou a soltura de Monique ao considerar que o adiamento não foi provocado por ela. Segundo a magistrada, manter a prisão seria “manifestamente ilegal” diante das circunstâncias.

Durante a abertura da sessão, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do julgamento sob o argumento de que não tiveram acesso integral às provas. O pedido foi negado pela juíza, e a defesa decidiu deixar o plenário.

Ao justificar o adiamento, a magistrada classificou a atitude como um “ato atentatório contra a dignidade da Justiça”.

Caso Henry Borel

Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem à Justiça pela morte do menino Henry Borel, de quatro anos. A criança morreu no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Inicialmente, o casal alegou que o menino havia sofrido um acidente doméstico. No entanto, o laudo da necropsia apontou hemorragia interna causada por laceração hepática, além de 23 lesões pelo corpo, compatíveis com agressões.

Segundo a investigação da Polícia Civil, Henry era submetido a uma rotina de violência. O padrasto é acusado de praticar as agressões, enquanto a mãe teria conhecimento dos fatos.

Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, fraude processual e coação. Jairinho também é acusado de tortura, e Monique responde ainda por falsidade ideológica.

O casal foi preso em abril de 2021. Monique chegou a ser solta em 2022, mas voltou à prisão em 2023 por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que destacou a gravidade do crime.

O Tribunal do Júri é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio. Diferentemente de outros processos, a decisão final cabe a sete jurados, que avaliam as provas apresentadas pela acusação e pela defesa.

Pai de Henry se manifesta

Pelas redes sociais, o vereador Leniel Borel, pai do menino, afirmou que espera uma resposta da Justiça.

Eu espero por esse dia há cinco anos. Cinco anos carregando uma dor que não cabe em palavras e enfrentando tentativas de me calar. Mas eu não recuei. Porque eu sou pai. E pai não vira a página quando a vítima é uma criança”, escreveu.

*Texto com informações do SBT News

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