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Conselho de Segurança

Brasil condena ação militar na Venezuela em reunião do Conselho de Segurança da ONU

Em reunião da ONU, Brasil afirma que ação militar na Venezuela viola soberania e cria precedente perigoso para a ordem internacional

• Atualizado

Redação

Por Redação

Brasil condena ação militar na Venezuela em reunião do Conselho de Segurança da ONU.| Foto: Reprodução / ONU / Divulgação SBT News
Brasil condena ação militar na Venezuela em reunião do Conselho de Segurança da ONU.| Foto: Reprodução / ONU / Divulgação SBT News

O Brasil criticou a ação militar realizada em território venezuelano que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU, realizada nesta segunda-feira (5), na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova York.

Em discurso, o embaixador brasileiro Sérgio Danese afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a captura do chefe de Estado ultrapassam “uma linha inaceitável” e representam uma grave afronta à soberania nacional da Venezuela. Segundo ele, a ação cria um precedente considerado perigoso para o sistema internacional.

O diplomata alertou que a aceitação de intervenções desse tipo pode gerar instabilidade global, com riscos de violência, desordem e enfraquecimento do multilateralismo. Para o Brasil, as normas do direito internacional são universais e não admitem exceções baseadas em interesses políticos, ideológicos, geopolíticos ou econômicos.

Danese também afirmou que não é aceitável o uso da força para promover mudanças de governo ou justificar disputas por recursos naturais. Em sua fala, destacou que o mundo multipolar não pode ser confundido com esferas de influência e que o argumento de que “os fins justificam os meios” compromete a legitimidade das relações internacionais.

O embaixador classificou como “profundamente alarmante” a agressão armada externa contra um país vizinho ao Brasil, com o qual o país compartilha mais de 2 mil quilômetros de fronteira. Segundo ele, a América do Sul deve ser preservada como uma zona de paz, baseada no princípio da não intervenção.

Ao final, o representante brasileiro afirmou que o Brasil defende que o futuro da Venezuela seja definido exclusivamente pelo povo venezuelano, por meio do diálogo e dentro do marco do direito internacional, sem interferência externa.

A sessão emergencial foi convocada a pedido formal da Venezuela e da Colômbia, com apoio da Rússia e da China. Durante a reunião, os países discutiram a legalidade da captura de Maduro, que foi levado aos Estados Unidos para responder a acusações relacionadas ao narcotráfico internacional e à posse de armas de guerra. Representantes de Washington defenderam a legalidade da operação e afirmaram que não há conflito armado contra a Venezuela.

*Texto com informações do SBT News

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