Entrevista: Voz das famosas trilhas dos K-dramas, GAHO se prepara para show em Florianópolis e revela curiosidades da carreira
A coluna entrevistou o artista que é reconhecido por sua voz marcante e por interpretar algumas OSTs, as famosas trilhas sonoras, mais amadas dos K-dramas
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GAHO, reconhecido por sua voz marcante e por interpretar algumas OSTs, as famosas trilhas sonoras, mais amadas dos K-dramas, como “Start Over”, trilha do fenômeno Itaewon Class, e “Yellow Light”, faixa presente em Sorriso Real, além de outras músicas que conquistaram fãs ao redor do mundo, está no Brasil pela primeira vez, com a turnê mundial “GAHO: To Mars”, que vai passar por Florianópolis, no dia 03 de setembro, no John Bull Floripa.
A coluna entrevistou o artista, que compartilhou curiosidades sobre a carreira, como tem sido conhecer o Brasil e muito mais!
Entrevista com o artista GAHO: confira as perguntas e respostas
- É a sua primeira vez aqui no Brasil, como tem sido os dias desde que chegou e o que mais chamou a sua atenção até agora?
R: “Encontrar os fãs brasileiros, experimentar a comida e conhecer os lugares daqui foram experiências incríveis, naturalmente. Mas o que mais me surpreendeu foram os brasileiros que encontrei nos restaurantes e pelas ruas. Todos foram muito gentis. E, como posso dizer… muitas pessoas também me olhavam com curiosidade. Acho que foi porque visitei muitos lugares onde não é tão comum encontrar asiáticos ou coreanos. Mesmo assim, todos me trataram com muita gentileza e sempre sorriram para mim. Fiquei muito impressionado com essa cordialidade”.
- Você é considerado o “rei” das famosas trilhas sonoras dos K-dramas, que são sucesso mundial, qual música foi a mais marcante para você na hora de gravar?
R: “Aqui está escrito “o rei das trilhas sonoras de K-dramas”. Para falar a verdade, é um título que me deixa um pouco sem graça, mas agradeço muito por me chamarem assim. Entre todas as músicas que lancei, há alguns sucessos que muita gente já conhece. Deixando essas músicas de lado, uma canção que ficou especialmente marcada para mim foi “Wish”, do drama “Stranger”. Foi uma das músicas que compus do início ao fim, e também trabalhei no arranjo junto com meus amigos da KAVE. Por isso, ela é muito especial para mim, e eu realmente gosto da música. É como uma versão mais voltada às baladas do GAHO, com uma atmosfera mais profunda. Recomendo que vocês escutem”.
- Como se sente sabendo que tem tantos fãs brasileiros que te acompanham e gostam do seu trabalho?
R: “Mesmo quando eu estava na Coreia, já sabia que recebia muito apoio dos fãs brasileiros. Durante os shows, eu disse várias vezes que sentia muito por ter demorado tanto para vir ao Brasil. Afinal, é um país muito distante e, sinceramente, não era tão fácil vir até aqui. Mas sinto que, a partir desta turnê, algo que estava represado finalmente começou a fluir, como a água. Parece que estão surgindo cada vez mais oportunidades para encontrar vocês com maior frequência. Por isso, também estou me divertindo muito nesta turnê. E o que eu gostaria que vocês acompanhassem não é apenas a minha música. Quero me tornar um artista que tenha cada vez mais oportunidades de estar perto de vocês. Vou me esforçar para voltar ao Brasil com frequência”.
- Qual foi o momento em que você pensou: “é isso que eu quero fazer da minha vida”? (em relação a carreira musical).
R: “Eu sinto que quero fazer música pelo resto da vida até mesmo quando estou sozinho, compondo na Coreia. É claro que adoro cantar, mas criar e compor músicas sozinho em casa também é uma das coisas mais divertidas da minha vida. E quando posso encontrar vocês por meio dessas músicas, cantar para vocês e me comunicar com o público, sinto que é justamente nesse momento que a música que criei realmente ganha vida. Então, agora, estando aqui no Brasil, continuo sentindo que escolher a música foi a decisão certa e que é algo que quero seguir fazendo”.
5. Se a sua vida fosse um K-drama hoje, qual seria o título do primeiro episódio?
R: “Ah, se uma cena de drama sobre a minha vida tivesse um título… hum… Acho que seria algo como “Resistir”. Eu mostro a vocês momentos como este, em que encontro os fãs no Brasil, ou quando uma música é lançada. Mas, por trás do que vocês veem, há um esforço enorme ao lado de muitos profissionais. Desde a gravação do videoclipe até a produção da música, o processo é muito longo. Por trás da imagem que chega ao público, existe um longo período em que preciso resistir e seguir em frente. Por isso, considero esses momentos os mais importantes.
Porque a qualidade do que posso mostrar a vocês depende de como atravesso esses períodos. Estou me divertindo muito durante a turnê no Brasil, mas, quando voltar à Coreia e começar a produzir a próxima música, haverá novamente um período de reflexões profundas e desafios que precisarei superar. Se a minha vida virasse um drama, acho que mostraria de forma bem dramática todo esse processo de resistir e perseverar”.
- Uma curiosidade que já aconteceu enquanto você gravava no estúdio?
R: “Uma história marcante que aconteceu durante uma gravação foi quando gravei “Start Over”, de “Itaewon Class”. Achei que precisava colocar ainda mais energia na música, então fiz de vinte a trinta flexões antes de gravar. Talvez por isso, foi uma das músicas cuja gravação terminei mais rapidamente. Como normalmente crio e gravo minhas próprias músicas em casa, acho que as histórias mais interessantes costumam acontecer durante as gravações de trilhas sonoras de dramas.
Então, para gravar uma trilha sonora, procuro elevar a minha energia. Faço um aquecimento leve, me exercito e depois começo a gravação. Acho que essa é uma história divertida. Já quando estou sozinho em casa, costumo pedir comida durante os intervalos. Isso também pode ser considerado uma curiosidade, porque, quando gravo em casa, o processo pode levar uma semana inteira ou, quando é mais rápido, três ou quatro dias. Como tenho todo o equipamento montado em casa, fico mais à vontade: coloco algum vídeo divertido, faço uma pausa para comer e depois volto a gravar. Acho que seriam essas duas histórias”, finalizou GAHO.
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