Sábado, 17 de abril de 2021.

Mario Cezar de Aguiar

Presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), engenheiro civil e empresário dos setores da construção civil e do plástico.
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Combate sustentável da pandemia

O drama do sistema de saúde não pode gerar também o colapso da economia.

Data de Publicação: 12/03/2021 19:58
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay

No enfrentamento do atual estágio da pandemia, mais do que nunca, precisamos de estratégias sustentáveis, conciliando a prioritária atenção à saúde da população, com a necessidade – também fundamental – de evitar dificuldades intransponíveis para o setor produtivo. O drama do sistema de saúde não pode gerar também o colapso da economia, criando o caos, inclusive no enfrentamento do grave cenário que vivemos. Passado mais de um ano desde o início da crise, vemos os hospitais sobrecarregados e as UTIs sem vagas, embora sempre se tenha dito que era necessário ajustar a estrutura de saúde para o esperado aumento no número de casos.

Quando a FIESC defende que, em paralelo ao reforço no atendimento de saúde, é necessário manter as atividades produtivas, se refere à garantia na disponibilidade de alimentos, medicamentos, itens de higiene e de uma cadeia de produtos e serviços indispensáveis. Outro lado também precisa ser considerado: quem tem uma pequena empresa sabe que fechar as portas por duas semanas pode significar o encerramento definitivo das atividades e o comprometimento do sustento da família. Quem tem fornecedores, impostos e salários para pagar tem uma noção clara do que estamos falando. Assim como os trabalhadores do setor privado, que precisam pagar a escola dos filhos, contas de água e luz, comida e serviços. Interromper este ciclo tem consequências irreparáveis. Ao pedir para seguir trabalhando, os empregadores ainda estão garantindo o recolhimento de tributos, sem os quais o poder público e a sociedade não têm como lutar contra o vírus.

A indústria de Santa Catarina segue os protocolos de segurança e as informações que vêm do setor dão conta de que não é no ambiente de trabalho que ocorre a contaminação. Assim, defendemos o equilíbrio em todas ações relativas à restrição das atividades, que precisam ser tomadas ouvindo as partes envolvidas, como tem feito, com sensatez, o governo do estado. Ao mesmo tempo, todo cidadão deve ser responsável, evitando aglomerações e tomando as precauções por todos já conhecidas.

A superação do momento crítico pelo qual passamos exige o compromisso de todos com uma estratégia sustentável. É assim que combinaremos o atendimento à saúde com a subsistência das empresas.

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