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Congelante

Frio preocupa agricultores no oeste do estado

Epagri recomenda cuidados com plantações.

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Frio preocupa agricultores no oeste do estado
O frio intenso pode trazer prejuízos para a agricultura. Foto: SBT Meio-Dia, reprodução.

Os campos brancos, cobertos pela geada e um clima de congelar. Junto com a chegada do frio intenso, vem a preocupação com as lavouras do estado. De modo geral, o maior risco para a agricultura se dá na presença de geada, que pode acontecer a partir de sábado (22) e se intensificar no domingo (23). No caso de neve, os efeitos não são tão negativos, segundo os técnicos da Epagri.

Segundo o engenheiro da Epagri, o maior risco para a agricultura catarinense se dá na presença de geada. Foto: SBT Meio-Dia, reprodução.

Segundo o engenheiro agrônomo, Ivan Tormen, apesar das geadas serem características na região, há 15 dias o estado enfrentou um calor intenso, fora de época. Confundindo a natureza, que já estava com as árvores floridas e com as frutas já começando a aparecer.

A preocupação com a geada futura leva temor, principalmente, de produtores de pêssego, uva, ameixas e hortaliças. Confira abaixo as dicas da Epagri para os produtores:

Ameixa, pêssego e nectarina:


Os pomares estão com plantas em floração ou já apresentando pequenos frutos. A recomendação é fazer o controle por irrigação, no caso de a temperatura baixar de 0°C, sendo que as perdas ocorrem com temperaturas abaixo de -1,5°C.


Uva:


As plantas que ainda não brotaram não devem sofrer muito com frio, há uma preocupação com as plantas mais precoces, que estão iniciando a brotação, mas estas correspondem a uma parte dos parreirais catarinenses. De modo geral, quando possível, a recomendação é não realizar poda nesta semana, esperando a onda de frio passar para fazer este manejo.


Maracujá:


Suspender o transplantio de mudas até não existir mais risco de geada. Antes da geada, é recomendável antecipar a adubação com potássio. Nos pomares implantados com mudas pequenas, elas podem ser enterradas no final da tarde que antecede à formação da geada, devendo ser desenterradas logo após o evento. Outra possibilidade é cobrir as plantas da melhor maneira possível (evitar uso de jornal, por exemplo).


Banana:


Suspender o transplantio de mudas até que o frio passe. Antecipar a colheita dos cachos e ensacar aqueles que não puderem ser colhidos. Também devem ser ensacadas as inflorescências recém emitidas. Após a geada, é importante estar atento à eliminação das folhas secas.


Citros:


Nos pomares jovens, com até dois anos, recomenda-se a proteção do tronco contra o frio, usando barreiras físicas como papelão, plástico, capim ou palha, ou ainda, pode-se avaliar a proteção da planta por inteiro.


Morango:


A recomendação para evitar prejuízos severos é a cobertura das plantas com plástico branco leitoso, de preferência na forma de túneis, mesmo daquelas já produzidas em ambientes protegidos altos. Também é muito importante não irrigar nem fertirrigar na véspera da geada, para evitar o congelamento da água presente no solo logo abaixo do mulching (plástico de cobertura do solo) ou substrato (sacos de cultivo), o que pode danificar as raízes e matar as plantas. Os túneis devem ser fechados antes da ocorrência da geada. Após a passagem da geada, o produtor deve ficar atento às doenças relacionadas à podridão dos frutos.


Mandioca e aipim:
A recomendação é armazenar e proteger do frio as ramas que serão destinadas para o plantio na safra 2020/21. Assim, se evita o comprometimento do material propagativo.


Fumo:

Suspender o transplantio de mudas até que o frio passe.


Hortaliças:


Para as hortaliças em geral, inclusive folhosas, recomenda-se manter aspersores ligados no dia em que a geada ocorre, até o nascer do sol. Isso porque a água tem temperatura maior em relação ao ambiente, formando camada de vapor que protege as plantas do congelamento. As brásicas que estiverem em floração devem ter as folhas amarradas no topo, de modo a proteger os brotos.


Mudas:


Quem tem muda de qualquer espécie, deve abriga-las bem nos viveiros. Manter a área do viveiro mais úmida, evitando-se a inversão térmica.

Procure o extensionista:

No caso de dúvidas, a recomendação é sempre procurar o extensionista da Epagri em seu município. Ele vai poder esclarecer e orientar com mais precisão. Todos os contatos podem ser encontrados aqui.

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