Trump diz que guerra contra Irã pode durar 5 semanas
Presidente dos EUA afirma que conflito pode superar cinco semanas e reforça objetivo de impedir avanço nuclear iraniano
• Atualizado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que a guerra contra o Irã pode durar ao menos cinco semanas. A declaração foi feita durante cerimônia de entrega da Medalha de Honra a soldados mortos na operação militar americana chamada “Epic Fury”.
Ao discursar, Trump reforçou que os Estados Unidos manterão a ofensiva. “Em sua memória, continuamos esta missão com determinação feroz e inabalável para esmagar a ameaça que este regime terrorista representa para o povo americano”, afirmou.
Segundo o presidente, as forças americanas já estão “consideravelmente à frente” das projeções iniciais do conflito. A estimativa original previa duração de quatro a cinco semanas, mas, de acordo com Trump, o país tem capacidade de prolongar a operação se considerar necessário.
“Temos o Exército mais forte e poderoso do mundo e vamos prevalecer com facilidade. Já estamos substancialmente à frente do cronograma. Projetamos quatro a cinco semanas, mas temos capacidade de ir além disso”, declarou.
Objetivos da ofensiva
Trump detalhou que a operação busca destruir as capacidades de mísseis do Irã, “aniquilar” a Marinha iraniana e impedir o desenvolvimento de armas nucleares. “Não vou deixar que o Irã tenha armas nucleares”, reforçou.
O republicano também acusou Teerã de financiar e coordenar grupos armados fora de suas fronteiras, além de desenvolver mísseis capazes de atingir território americano, argumento usado pela Casa Branca para justificar a ampliação da ofensiva militar.
EUA x Irã: escalada após ataques
O Irã foi alvo de um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no sábado (28), que deixou mais de 200 mortos. A ação ocorreu em meio às negociações entre Washington e Teerã sobre um novo acordo nuclear.
O impasse remonta ao pacto firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama, abandonado em 2018 por Trump. Após a saída americana, o Irã ampliou o enriquecimento de urânio.
Já na gestão de Joe Biden, houve tentativa de retomada do acordo, mas sem sucesso. Na última quinta-feira (26), representantes dos dois países se reuniram na Suíça e indicaram avanços nas conversas, com nova rodada prevista em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica.
Os ataques recentes, no entanto, voltaram a elevar a tensão no Oriente Médio e colocam em risco qualquer avanço diplomático nas negociações nucleares.
*Texto com informações do SBT News
Leia Mais
>> Para mais notícias, siga o SCC10 no Instagram, Threads, Twitter e Facebook.
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO