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TENSÃO INTERNACIONAL

Países europeus se mobilizam após ofensiva de Trump contra a Groenlândia

Alemanha, Suécia e Noruega vão mandar missão de reconhecimento. Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia citam "diferenças profundas" com Trump

• Atualizado

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

Países europeus se mobilizam após ofensiva de Trump contra a Groenlândia – Foto: Divulgação
Países europeus se mobilizam após ofensiva de Trump contra a Groenlândia – Foto: Divulgação

As autoridades europeias estão se mobilizando para reagir às ofensivas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quinta-feira (14), a Alemanha enviará 13 soldados para a Groenlândia como parte de uma missão de reconhecimento com outras nações europeias.

A missão, que ocorre a pedido da Dinamarca, acontecerá até o próximo sábado (17), com o objetivo de explorar possíveis contribuições militares para reforçar a segurança da região. Mais cedo, Suécia e Noruega também anunciaram que enviariam pessoal militar para a ilha, segundo a agência Reuters.

A missão ocorre em meio aos comentários e ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de tomar a ilha, incluindo um possível uso de força militar.

‘Diferenças profundas’: reunião entre Groenlândia e EUA termina com clima tenso

Enquanto isso, uma reunião entre autoridades da Dinamarca, Groenlândia e EUA encerrou com o ministro das Relações Exteriores do dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, afirmando ter “diferenças profundas” com as posições do governo Trump.

Ideias que não respeitem a integridade territorial do Reino da Dinamarca e o direito de autodeterminação do povo groenlandês são, naturalmente, totalmente inaceitáveis“, disse Rasmussen, durante coletiva de imprensa após o encontro. “Vamos concordar em discordar“.

Também na coletiva, a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Matzfeldt, destacou o desejo de seu governo em fortalecer a cooperação com o governo norte-americano. “Mas isso não significa que desejamos ser propriedade dos Estados Unidos“, acrescentou.

As declarações, feitas após a reunião com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, ocorreram enquanto o presidente norte-americano Donald Trump continua a exigir que a Groenlândia passe a fazer parte dos EUA.

Trump reafirmou nesta quarta (14), que os EUA precisam da Groenlândia “para fins de segurança nacional” e que ela é “vital” para o sistema de defesa aérea que seu governo está desenvolvendo.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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