O que é o vírus Nipah e por que ele preocupa autoridades de saúde
O Nipah é monitorado pela OMS por conta da alta taxa de letalidade
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Uma doença viral rara, mas com alto potencial de gravidade, o vírus Nipah voltou a chamar atenção de autoridades de saúde em diferentes países. O vírus é monitorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por causa da alta taxa de letalidade, da possibilidade de transmissão entre pessoas e da ausência de vacina ou tratamento específico.
Identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, o vírus Nipah é considerado uma ameaça emergente e integra a lista de agentes prioritários para vigilância e pesquisa no campo da saúde pública.
O que é o vírus Nipah
O vírus Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. Ele pertence à família Paramyxoviridae e tem como principais reservatórios naturais os morcegos frutívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas.
Desde da descoberta, surtos esporádicos foram registrados principalmente no sul e sudeste da Ásia, com casos concentrados em países como Índia e Bangladesh.
Como oNipah vírus é transmitido
Segundo a OMS, a infecção pelo vírus Nipah pode ocorrer de diferentes formas pelo contato direto com morcegos infectados ou com secreções desses animais, consumo de alimentos contaminados, como frutas ou seiva de palmeira expostas. Também há transmissão de uma pessoa para outra, especialmente em contato próximo ou em ambientes hospitalares.
A OMS alerta que embora não seja um vírus de disseminação rápida como outros agentes respiratórios, o risco de transmissão direta exige atenção redobrada das autoridades sanitárias.
Principais sintomas da doença
Os sintomas iniciais do vírus Nipah costumam ser semelhantes aos de outras infecções virais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os sinais mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse e dificuldades respiratória, além de náuseas de vômito.
Em casos mais graves, a infecção pode evoluir rapidamente para encefalite, com confusão mental, convulsões, perda de consciência e coma.
O período de incubação geralmente varia entre quatro e 14 dias, podendo ser maior em situações específicas.
Alta taxa de letalidade preocupa especialistas
O vírus Nipah apresenta uma taxa de mortalidade estimada entre 40% e 75%, dependendo do surto, da rapidez no diagnóstico e da estrutura de atendimento médico disponível.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra a doença. O atendimento aos pacientes é baseado em cuidados de suporte, com foco no controle dos sintomas e no tratamento das complicações respiratórias e neurológicas.
Diante da ausência de um tratamento eficaz, a prevenção é considerada a principal forma de combate ao vírus Nipah. As orientações incluem evitar contato com morcegos silvestres e reforçar hábitos de higiene.
Especialistas reforçam que a vigilância epidemiológica e a rápida identificação de casos são essenciais para evitar surtos.
A OMS salienta que apesar de os casos serem considerados raros, o potencial de gravidade da doença mantém a doença no radar global, especialmente em um cenário de maior atenção a ameaças sanitárias emergentes.
*Com informações do Portal Metrópoles
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