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TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã reage a ataques de Israel e EUA

Irã lança mísseis contra Israel após ataques coordenados com os EUA. Escalada ocorre em meio a impasse sobre acordo nuclear.

• Atualizado

Redação

Por Redação

Irã reage a ataques de Israel e EUA.| Foto: Reprodução Redes Sociais /Divulgação SBT News
Irã reage a ataques de Israel e EUA.| Foto: Reprodução Redes Sociais /Divulgação SBT News

O Irã revidou, neste sábado (28), os ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos, lançando mísseis em direção ao território israelense. A informação foi divulgada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), que afirmaram estar identificando e interceptando as ameaças.

Sirenes foram acionadas em várias áreas do país após a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel. Estamos operando para interceptar e neutralizar as ameaças quando necessário”, disseram os militares israelenses, acrescentando que “Israel tem o direito de se defender”.

Escalada após reunião sobre acordo nuclear

Os bombardeios contra Teerã ocorreram dois dias após representantes iranianos se reunirem com autoridades norte-americanas na Suíça para discutir um possível novo acordo nuclear.

O governo de Donald Trump exige que o regime iraniano limite ou abandone seu programa nuclear, sob a alegação de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica, acusação negada por Teerã.

Segundo os negociadores, o encontro havia sido classificado como positivo, com previsão de novas rodadas técnicas em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

No entanto, nesta manhã, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após Washington ter lançado ataques contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025.

Garantiremos que o regime não possa mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear”, afirmou o presidente norte-americano.

Histórico de tensão nuclear

A contenção do programa nuclear iraniano é uma prioridade da política externa dos Estados Unidos há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama firmou um acordo que limitava as atividades nucleares do Irã e permitia inspeções internacionais, em troca de alívio nas sanções econômicas.

O acordo foi abandonado em 2018 por Trump, que considerou os termos favoráveis demais a Teerã. Após a retirada dos EUA, o Irã elevou o grau de enriquecimento de urânio. O governo de Joe Biden tentou retomar o entendimento, mas sem sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump volta a pressionar o regime iraniano, não descartando a possibilidade de uma operação militar caso não haja novo acordo. Uma frota militar norte-americana foi enviada à costa do país, aumentando o nível de alerta na região.

*Texto com informações do SBT News

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