Groenlândia: 10 curiosidades que talvez você não saiba
A Groenlândia é um território autônomo que faz parte do reino da Dinamarca desde 1814
• Atualizado
A Groenlândia, que normalmente é pouco “comentada”, agora está entre os assuntos do momento, após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, manifestar interesse em adquirir a ilha.
Segundo a BBC News, Trump apresentou na quarta-feira (21) seus argumentos a líderes globais no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, sobre por que os Estados Unidos deveriam adquirir a Groenlândia.
Alguns pontos são: preocupações com a segurança nacional e a localização da ilha na esfera de influência americana no Hemisfério Ocidental. Ainda segundo a BBC News, a novidade foi a afirmação de que os EUA detinham o controle da ilha, e têm direito a ela, devido aos seus esforços para defender o território durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), após a invasão da Dinamarca pela Alemanha.
Com toda a repercussão em relação à Groenlândia, confira 10 curiosidades que talvez você não saiba, segundo a AdventureClub:
- A maior ilha do mundo
A Groenlândia é oficialmente a maior ilha do mundo, com aproximadamente 2,16 milhões de quilômetros quadrados. Para efeito de comparação, ela é maior do que países como México, Arábia Saudita e Indonésia.
- 80% da superfície é coberta por gelo
Um dos principais fatos curiosos é que mais de 80% da superfície da ilha é coberta por gelo, formando a segunda maior massa de gelo do mundo, atrás apenas da Antártica. Essa gigantesca calota glaciar chega a ultrapassar 3 quilômetros de espessura em algumas áreas.
As geleiras da Groenlândia não são apenas belas: elas desempenham um papel essencial no sistema climático global. O derretimento do gelo influencia diretamente o nível dos oceanos e é um dos principais indicadores das mudanças climáticas.
- Diferença extrema entre verão e inverno
O clima é predominantemente ártico, marcado por extremos. No inverno, especialmente no norte e no interior, temperaturas em torno de –30 °C são comuns, e registros extremos podem ser ainda mais baixos, chegando a valores inferiores a –50 °C em áreas remotas.
Já o verão, apesar de curto, traz temperaturas mais amenas, que podem ficar entre 7 °C e 10 °C em algumas áreas do sul. Nesse período acontece o famoso Sol da Meia-Noite, quando o sol permanece visível por 24 horas. Esses contrastes climáticos moldam não apenas a paisagem, mas também o modo de vida da população local.
- Aurora boreal
A Aurora Boreal na Groenlândia é considerada uma das mais belas do mundo. Durante o inverno, especialmente entre setembro e abril, o céu se ilumina com tons de verde, roxo e rosa causados pela interação entre partículas solares e o campo magnético da Terra.
Graças à baixa poluição luminosa e à localização geográfica privilegiada, a Groenlândia é um dos melhores lugares do planeta para observar esse fenômeno.
- Língua oficial
A língua oficial é o groenlandês, também conhecido como kalaallisut, pertencente à família das línguas Inuit. Esse idioma é amplamente utilizado no dia a dia da população, nas escolas e nos meios de comunicação, sendo um dos principais símbolos da identidade cultural do país.
O dinamarquês também é bastante presente, especialmente em contextos administrativos e históricos, devido à ligação política com o Reino da Dinamarca. Além disso, muitos groenlandeses falam inglês, sobretudo nas regiões mais turísticas, o que facilita a comunicação com visitantes estrangeiros.
- Origem do nome Greenland: “Terra Verde”
Parece contraditório diante de uma ilha coberta majoritariamente por gelo, mas a origem do nome “Greenland”, que significa “Terra Verde” tem uma explicação histórica curiosa.
O nome foi dado por Erik, o Vermelho, um explorador viking que chegou à ilha por volta do ano 985 d.C. Segundo relatos históricos, ele escolheu esse nome como uma forma de atrair novos colonos, já que “Terra Verde” soava mais convidativo do que uma descrição gelada.
Além disso, durante um período climático mais quente, conhecido como Ótimo Climático Medieval, algumas áreas do sul da Groenlândia apresentavam vegetação durante o verão. No entanto, essas áreas verdes eram relativamente limitadas e sazonais, mesmo com temperaturas mais altas do que as atuais.
- A chegada à Groenlândia
Chegar à Groenlândia já é uma experiência única. Não existem voos internacionais diretos a partir da maioria dos países. Normalmente, o acesso é feito via Dinamarca ou Islândia.
A principal porta de entrada tradicional é o Aeroporto de Kangerlussuaq, que por muitos anos concentrou os voos internacionais e funciona como um importante hub de conexão interna.
A partir dali, os deslocamentos entre cidades acontecem principalmente por aviões regionais e barcos, já que praticamente não há estradas ligando os centros urbanos. No inverno, em algumas regiões, trenós puxados por cães ainda são utilizados como meio de transporte tradicional.
- Vida selvagem da Groenlândia
Apesar do clima severo, a vida selvagem da Groenlândia é surpreendentemente rica. Entre os animais mais emblemáticos estão: ursos polares, renas, raposas árticas e lemingues. Nos mares gelados ao redor da ilha, vivem diversas espécies de baleias, focas e morsas. Algumas baleias-da-Groenlândia, por exemplo, estão entre os animais mais longevos do planeta.
- Alimentação na Groenlândia
A alimentação na Groenlândia está profundamente ligada às condições naturais e à cultura Inuit. Em um território onde a agricultura é limitada, a dieta tradicional se baseia principalmente na caça e na pesca.
Peixes, frutos do mar, foca, rena e até baleia fazem parte da culinária local, preparados de maneiras simples e nutritivas para enfrentar o frio intenso. Um prato bastante conhecido é o suaasat, uma sopa quente feita com carne, arroz e cebola, muito consumida no cotidiano.
Nas cidades maiores, como Nuuk, a Capital, é possível encontrar restaurantes que combinam ingredientes locais com influências da culinária escandinava e internacional.
- Cultura milenar: Inuit e herança viking
A cultura da Groenlândia é resultado do encontro entre diferentes povos. Os Inuit, presentes na região há cerca de 4.500 anos, desenvolveram modos de vida profundamente conectados ao gelo, à caça e ao mar, formando a base da identidade cultural atual do território.
Por volta do ano 985 d.C., exploradores vikings, liderados por Erik, o Vermelho, chegaram ao sul da ilha e fundaram assentamentos agrícolas. Essa herança histórica pode ser observada em locais como Kujataa, no sul da Groenlândia, reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO, por demonstrar como sociedades nórdicas e Inuit praticaram agricultura em um ambiente ártico extremo.
*Com informações da AdventureClub.
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