Após ataques, Trump pede mudança no Irã
Trump incentiva população iraniana a derrubar regime após ataques coordenados com Israel e tensão sobre programa nuclear
• Atualizado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou a população do Irã a derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei. A declaração foi feita neste sábado (28), após Washington lançar ataques coordenados com Israel contra alvos iranianos.
Em pronunciamento, Trump direcionou críticas tanto à Guarda Revolucionária Islâmica quanto ao governo iraniano.
“Aos membros da Guarda Revolucionária Islâmica, digo que devem depor suas armas ou enfrentar a morte. Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo que a hora da sua liberdade está próxima. Quando terminarmos, assumam seu governo; ele será seu. Esta será provavelmente a sua única chance por gerações”, afirmou o republicano.
Escalada após impasse nuclear
Os bombardeios contra Teerã ocorreram dois dias depois de representantes iranianos se reunirem com autoridades norte-americanas na Suíça para discutir um possível novo acordo nuclear.
Trump pressiona para que o regime limite ou abandone o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica, acusação negada pelo governo iraniano.
Na quinta-feira (26), os negociadores haviam classificado o encontro como positivo, com previsão de reuniões técnicas em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). No entanto, neste sábado, Trump acusou o Irã de “retomar suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques contra instalações do país em junho de 2025.
“Garantiremos que o regime não possa mais desestabilizar a região ou o mundo. O Irã não obterá uma arma nuclear. Vamos destruir seus mísseis e sua indústria bélica”, declarou.
Histórico de apoio a protestos
Não é a primeira vez que Trump encoraja a população iraniana a confrontar o regime teocrático, que governa o país desde 1979. Em janeiro, o presidente norte-americano apoiou protestos contra o governo iraniano, mesmo diante da repressão que deixou milhares de mortos.
“Continuem protestando. Assumam o controle de suas instituições. Guardem os nomes dos responsáveis pelos abusos. Eles pagarão um preço alto”, declarou na ocasião, afirmando ainda que “a ajuda estava a caminho”.
À época, Trump também não descartou a possibilidade de intervenção militar caso o regime mantivesse a repressão violenta às manifestações.
*Texto com informações do SBT News
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