Tartarugas morrem com plástico no estômago e corda presa ao pescoço em SC
Casos foram registrados no Litoral Norte, Sul e na Grande Florianópolis em menos de uma semana
• Atualizado
As mortes de três tartarugas chamaram atenção nos últimos dias em Itapema, no Litoral Norte, em Balneário Arroio do Silva, no Litoral Sul, e em Florianópolis.
Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro de 2026, na Praia do Plaza, em Itapema.
De acordo com Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o animal apresentava sinais compatíveis com ato de vandalismo e estava com uma corda amarrada a um bloco de concreto presa ao pescoço.

O PMP-BS explicou que a tartaruga já estava em avançado estágio de decomposição e não foi possível avaliar as condições de saúde do animal e nem analisar os órgãos internos.
Com isso, as equipes não conseguiram determinar se a tartaruga ainda estava viva no momento em que foi amarrada ao bloco.
No domingo (22), outra tartaruga-verde foi resgatada em Balneário Arroio do Silva, onde encalhou viva. A equipe do projeto de monitoramento Educamar Brasil foi acionada, mas ao chegar na praia, o animal havia acabado de morrer.
Ceres Gomes Vaz, médica veterinária do projeto de monitoramento, disse que o exame de necropsia indicou como possível causa da morte a asfixia por afogamento, devido à presença de conteúdo espumoso na traqueia e nos brônquios.
Também foram encontradas linhas de pesca e pedaços de plástico no sistema gastrointestinal da tartaruga, como um saco inteiro de geladinho e um pedaço de embalagem de salgadinho.
O terceiro caso foi registrado na tarde de segunda-feira (23), na Lagoinha do Leste, em Florianópolis, onde uma tartaruga marinha foi encontrada morta na faixa de areia.
Conforme a Associação R3 Animal, o animal chamou a atenção devido ao tamanho. O recolhimento da tartaruga estava programado para a manhã de terça-feira (24).
No entanto, quando as equipes chegaram no local, foram informadas de que o animal já havia sido enterrado.
A R3 Animal orienta que, em casos semelhantes, a população acione as equipes e aguarde o resgate adequado. Ainda não se sabe se a ocorrência tem indícios de crime ambiental ou ação humana.
O que diz a lei?
No Brasil, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) proíbe a captura, morte, coleta de ovos e qualquer forma de perturbação da fauna silvestre. A legislação prevê multa e detenção para os infratores.
Além disso, denúncias de crimes ambientais, podem ser feitas para a Polícia Militar Ambiental por meio do site da Ouvidoria-Geral do Estado de Santa Catarina.
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