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Pinguins viajantes

Saiba o que fazer quando encontrar um pinguim perdido na praia

Durante a migração para o litoral brasileiro, algum pinguim pode se perder do bando ou se afogar, indo parar na areia das praias

• Atualizado

Giovanna Pacheco

Por Giovanna Pacheco

Foto: Giovanna Pacheco/SCC10
Foto: Giovanna Pacheco/SCC10

A temporada de pinguins-de-magalhães pelo litoral de Santa Catarina começou! Eles saem da Patagônia, na Argentina, e vem em direção ao litoral do Sul do país em busca de alimentos, já que no local de origem o mar fica muito gelado. O problema é que, durante o trajeto, algum pinguim pode se perder do bando ou se afogar, indo parar na areia das praias.

Segundo a presidente da associação R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas, é comum que a primeira ação das pessoas seja de colocar o animal no gelo antes de chamar um resgate. Mas nesses momentos de vulnerabilidade, o bichinho precisa se aquecer.

Confira as instruções para ajudar um pinguim perdido

  • Se o animal estiver nadando, não se aproxime. O resgate nesse caso ainda não pode ser feito;
  • Não force o pinguim a voltar para água. Se ele está na praia, é porque está muito cansado ou não consegue mais nadar;
  • Não o coloque no gelo, porque se estiver debilitado pode estar com hipotermia;
  • Não tente alimentá-lo;
  • Não deixe os animais domésticos se aproximarem;
  • Se for necessário transferi-lo a um ambiente seguro até o resgate, coloque-o em um local seco e aquecido, como, por exemplo, uma caixa de papelão;
  • Para qualquer contato, use luvas de látex, máscara facial e lave as mãos logo depois;
  • Ligue para o número de resgate da R3 Animal: 0800 6423 341. Se possível, aguarde o resgate chegar antes de sair do local.

Após o resgate, a R3 Animal faz exames, medica e reabilita os bichinhos para que possam voltar à natureza.

Veja também como os pinguins são cuidados na R3 Animal

Milhas e milhas distantes

Os pinguins-de-magalhães percorrem cerca de 4 mil quilômetros saindo do sul da Patagônia, na Argentina, e passando pelo litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Alguns, que são mais ousados e aventureiros, chegam até mesmo ao Rio de Janeiro.

Entre julho e setembro eles fazem o caminho de vinda e entre agosto e outubro eles voltam para suas origens.

“Nesse trajeto eles enfrentam todas as dificuldades possíveis em relação à migração. Tem a pesca, as correntes marítimas, a falta de alimento, o cansaço pela distância. Então eles são realmente guerreiros”, conta o médico veterinário da R3 Animal, Sandro Sandri.

Veja mais imagens dos pequenos aventureiros

  • pinguim perdido sc associação r3 animal

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