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Empreendedorismo feminino

O protagonismo é delas: como o Sebrae/SC impulsiona o empreendedorismo feminino

Programas de capacitação, mentorias e redes de apoio do Sebrae/SC fortalecem a presença feminina nos negócios e impulsionam histórias de sucesso

• Atualizado

Redação

Por Redação

O protagonismo é delas como o SebraeSC impulsiona o empreendedorismo feminino | Foto: divulgação.
O protagonismo é delas como o SebraeSC impulsiona o empreendedorismo feminino | Foto: divulgação.

Março costuma trazer reflexões sobre o papel das mulheres na sociedade, mas no universo do empreendedorismo o tema vai além de uma pauta sazonal. Em Santa Catarina, o incentivo ao protagonismo feminino nos negócios tem se consolidado como uma estratégia permanente do Sebrae/SC, que nos últimos anos estruturou programas, capacitações e redes de apoio voltadas às diferentes realidades das mulheres empreendedoras no estado.

Um dos principais motores dessa transformação é o programa Sebrae Delas, criado em 2019 como projeto piloto do Sebrae Nacional. Ao longo de seis anos, a iniciativa evoluiu de uma fase experimental para uma das principais plataformas de apoio ao empreendedorismo feminino em Santa Catarina. Nesse período, já foram realizados mais de 300 mil atendimentos a mulheres empreendedoras no estado, com ações presenciais e digitais voltadas à capacitação, networking e desenvolvimento de negócios.

A trajetória do programa também reflete a evolução do próprio cenário empreendedor. Após o lançamento piloto em 2019, o Sebrae Delas ampliou suas ações digitais em 2020, consolidou identidade e segmentação em 2021 e retomou eventos presenciais e premiações em 2022. Nos anos seguintes, o programa ganhou ainda mais força, com o amadurecimento da comunidade empreendedora e a criação do Delas Summit, que se tornou um dos principais encontros do segmento.

Em 2025, o evento reuniu cerca de 8 mil mulheres presencialmente, fortaleceu a comunidade digital com mais de 4 mil participantes no aplicativo Sebrae Delas Rede de Negócios e contou com outras 10 mil mulheres acompanhando o evento na modalidade on-line.

Esse movimento, no entanto, vai muito além de um grande encontro anual. Ao longo de todo o ano, o programa desenvolve uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento das mulheres empreendedoras, como capacitações, e-books, cursos gratuitos e ações de reconhecimento — entre elas o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que valoriza e dá visibilidade a trajetórias inspiradoras de empresárias catarinenses.

Uma trajetória que inspira

Entre os exemplos de impacto do programa está a história da empreendedora Adriane Borsatto, fundadora da empresa Nascer Maker. Engenheira de alimentos com carreira consolidada na indústria, ela decidiu mudar completamente sua trajetória profissional após se mudar para Florianópolis e enfrentar dificuldades para se recolocar no mercado.

A virada aconteceu quando Adriane participou de um curso de robótica educacional ao lado do filho pequeno. A experiência despertou um novo interesse e revelou um caminho inesperado: ensinar programação e robótica para crianças.

“A principal motivação para empreender foi meu filho. Eu enfrentei dificuldades para entrar na área de tecnologia e acabei encontrando nesse universo maker uma nova possibilidade profissional”, conta.

A empresa foi fundada em 2023, inicialmente com turmas pequenas e uma metodologia desenvolvida pela empreendedora. Aos poucos, o projeto cresceu e passou a atender escolas e estabelecer parcerias educacionais.

Desafios da transição

A mudança de área, no entanto, trouxe desafios importantes. Acostumada ao ambiente industrial e ao regime CLT, Adriane precisou aprender rapidamente sobre educação, gestão, vendas e marketing para estruturar o negócio.

“Minha formação é em engenharia, não em pedagogia. Eu precisei desenvolver todas essas competências para continuar atuando. Ainda estou em constante aprendizado para aprimorar cada etapa do meu negócio”, afirma.

Foi nesse processo que ela conheceu o Sebrae. Em 2024, Adriane participou da trilha Empreendedora Tech, iniciativa voltada a mulheres da área de tecnologia dentro do ecossistema do Sebrae Delas.

Segundo ela, as mentorias recebidas foram decisivas para o amadurecimento da empresa. “As mentorias foram fundamentais porque olharam para a minha realidade, para a jornada da Adriane empreendedora, sem comparações com outros modelos de negócios. Isso fez muita diferença para o crescimento da minha empresa”, acrescenta.

Reconhecimento nacional

O apoio e as capacitações também impulsionaram a participação da empreendedora no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Em 2025, Adriane conquistou o primeiro lugar na etapa catarinense na categoria Microempreendedora Individual (MEI) e, posteriormente, ficou com o terceiro lugar na etapa nacional. “A emoção foi enorme. Foi o meu primeiro reconhecimento profissional e representou a superação de muitos desafios desde o início da minha jornada”, relembra.

O prêmio trouxe visibilidade ao negócio e abriu novas perspectivas de crescimento. Entre os próximos passos, Adriane pretende ampliar a atuação da empresa no ambiente digital, oferecendo cursos online de robótica educacional com alcance nacional.

Rede de apoio e colaboração

Apesar dos avanços, Adriane avalia que as mulheres ainda enfrentam desafios específicos ao empreender, especialmente relacionados à conciliação entre negócios, família e cuidados com os filhos. “Conciliar todas essas responsabilidades é um dos maiores desafios. Por isso, a rede de apoio entre mulheres empreendedoras é tão importante”, afirma.

Segundo ela, a troca de experiências e o networking são fundamentais para o crescimento dos negócios liderados por mulheres, permitindo compartilhar soluções e enfrentar desafios comuns. “Hoje o ambiente para mulheres empreendedoras está mais favorável. Existem mais programas, mais oportunidades e iniciativas voltadas para esse público. O Sebrae Delas, por exemplo, oferece trilhas de desenvolvimento e acompanhamento que fazem muita diferença para quem está começando”, diz. 

Conselho para quem quer começar

Para mulheres que pensam em empreender ou estão nos primeiros passos, Adriane destaca três pilares essenciais: conexão, capacitação e aprendizado contínuo. “Conversar com outras mulheres empreendedoras é muito importante, porque elas já passaram por desafios semelhantes e podem ajudar muito no início. Além disso, é fundamental buscar capacitação e aproveitar os cursos gratuitos disponíveis. O empreendedorismo exige estudo constante”.

“Histórias como a de Adriane ajudam a ilustrar o impacto de políticas estruturadas de apoio ao empreendedorismo feminino. Ao ampliar o acesso a conhecimento, mentorias e redes de colaboração, iniciativas como o Sebrae Delas contribuem para fortalecer o protagonismo das mulheres nos negócios e, consequentemente, impulsionar o desenvolvimento econômico em Santa Catarina”, conclui Marina Barbieri, Coordenadora do Programa Sebrae Delas em Santa Catarina.

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