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Vendas de materiais escolares devem cair quase 6% em 2026

Alta nos preços, reutilização e busca por itens básicos influenciam queda nas vendas de materiais escolares prevista para 2026

• Atualizado

Redação

Por Redação

Vendas de materiais escolares devem cair quase 6% em 2026. | Foto: Banco de imagens do Canva
Vendas de materiais escolares devem cair quase 6% em 2026. | Foto: Banco de imagens do Canva

As vendas de materiais escolares devem registrar queda de 5,9% em 2026. O dado é de um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com a FIA Business School.

A retração ocorre após uma recuperação parcial do setor em 2025, quando as vendas cresceram 2,7%, depois de uma queda mais acentuada em 2024, de 8,2%. Entre os produtos que mais devem sentir o impacto negativo em 2026 estão livros didáticos, mochilas, cadernos e até móveis voltados ao estudo, como mesas e cadeiras.

Por outro lado, itens considerados básicos e de menor custo, como canetas, lápis e papel sulfite, continuam entre os mais procurados pelos consumidores.

De acordo com a pesquisa, o principal fator para a queda nas vendas em 2026 é o aumento expressivo dos preços. Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, os materiais escolares acumularam alta de 29,5%, percentual mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA no mesmo período, que ficou em torno de 14,3%.

Outro ponto que chama atenção é a grande variação de preços entre estabelecimentos. Um levantamento do Procon de São Paulo identificou diferenças que podem chegar a quase 280% para o mesmo produto. Um exemplo foi uma caneta esferográfica azul encontrada por R$ 1,30 em uma loja e por R$ 4,90 em outra.

O estudo do Procon analisou mais de 130 itens, como lápis, cola, apontador, régua, giz de cera e lápis de cor, entre os dias 15 e 16 de dezembro, em nove lojas da capital paulista.

Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro aponta que nove em cada dez brasileiros com filhos em idade escolar comparam preços antes de efetuar a compra, e dois em cada três consumidores visitam mais de uma loja em busca de melhores ofertas.

Outro movimento observado é o crescimento das compras pela internet. Embora as lojas físicas ainda liderem, concentrando 45% das aquisições, o comércio eletrônico já responde por 16% das compras exclusivamente online. Outros 39% dos consumidores adotam um modelo híbrido, alternando entre lojas físicas e e-commerce.

Na avaliação do economista Rodrigo Simões, professor da Faculdade de Comércio, ambos os canais possuem vantagens distintas. No comércio eletrônico, praticidade, descontos e promoções são os principais atrativos. Já nas lojas físicas, a experiência do cliente e a possibilidade de avaliar os produtos presencialmente pesam mais na decisão.

Além disso, muitas famílias estão apostando na reutilização de materiais. Segundo o Instituto Locomotiva, oito em cada dez pais pretendem reaproveitar itens do ano anterior que ainda estejam em bom estado.

Essa mudança de comportamento também impacta o comércio. Algumas papelarias já adotam práticas sustentáveis, como programas de recebimento de papel usado em troca de descontos na compra de novos materiais.

A pesquisa mostra ainda que 92% das famílias afirmam que as crianças participam da escolha do material escolar. Em 45% dos casos, os filhos decidem a maioria dos itens. Entre crianças de 11 a 14 anos, esse percentual chega a 95%.

*Texto com informações do SBT News

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