Santa Catarina cria mais de 59 mil empregos formais em 2025
Entre os setores, o Serviço foi o principal responsável pela abertura de vagas em Santa Catarina, com 38.744 novos postos de trabalho
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Santa Catarina fechou o ano de 2025 com saldo positivo de 59.184 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o Caged, foram 1.721.751 admissões e 1.662.567 desligamentos ao longo dos 12 meses.
Os dados mostram que, em nível nacional, o Brasil encerrou 2025 com a criação de 1,27 milhão de vagas formais.
Serviços lideram geração de empregos em Santa Catarina
Entre os setores, o Serviço foi o principal responsável pela abertura de vagas em Santa Catarina, com 38.744 novos postos de trabalho. Na sequência aparecem Comércio, com 11.989 vagas, Construção (3.689), Indústria (3.251) e Agropecuária (1.519).
O dados do Caged apontam que do total de vagas criadas em 2025, 32.470 foram ocupadas por mulheres, enquanto os homens responderam por 26.714 postos. O levantamento mostra ainda que o perfil predominante dos trabalhadores admitidos foi de pessoas com ensino médio completo, que ficaram com 38.637 vagas.
O Caged mostra também que os jovens entre 18 e 24 anos formaram o grupo com maior saldo de empregos no estado, somando 42.505 vagas, o que reforça a importância do mercado catarinense na inserção de jovens no emprego formal.
Florianópolis lidera saldo entre os municípios de Santa Catarina
Entre os municípios, Florianópolis apresentou o melhor desempenho em Santa Catarina em 2025, com 6.257 novos postos de trabalho. A capital catarinense possui atualmente um estoque de 231,7 mil empregos formais.
Na sequência aparecem Itajaí (3.597), Palhoça (3.361), Chapecó (2.844) e Joinville (2.835), cidades que se destacam pelo dinamismo econômico e pela diversidade de setores produtivos.
Em âmbito nacional, o Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, resultado de 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos. O estoque de trabalhadores celetistas cresceu 2,71%, passando de 47,19 milhões para 48,47 milhões de vínculos ativos.
O saldo positivo foi registrado nas cinco regiões do país e em todas as 27 Unidades da Federação. A Região Sudeste liderou em número absoluto de vagas criadas, com 504,97 mil postos, seguida pelo Nordeste (347,94 mil) e pelo Sul, que gerou 186,12 mil empregos formais em 2025.
Entre os estados, os maiores saldos absolutos foram registrados em São Paulo (311.228 vagas), Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380). Já as maiores taxas de crescimento do emprego formal ocorreram no Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%).
No recorte por atividades econômicas, o setor de Serviços liderou a geração de empregos no Brasil, com 758.355 novas vagas, seguido pelo Comércio (247.097). A Indústria, a Construção e a Agropecuária também apresentaram saldos positivos ao longo do ano.
Dezembro tem retração e salário médio recua
Tradicionalmente marcado por retração no mercado formal, o mês de dezembro registrou saldo negativo de 618.164 vagas em todo o país. O resultado foi negativo tanto para homens quanto para mulheres, com quedas concentradas principalmente nos setores de Serviços, Indústria e Construção.
No mesmo mês, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.303,78, com leve redução em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2024, no entanto, houve alta real de 2,55%, indicando recuperação do poder de compra dos trabalhadores ao longo do ano.
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