Petróleo supera US$ 100 pela 1ª vez em quase quatro anos
Escalada do conflito no Oriente Médio pressiona mercado e eleva preços da commodity no cenário internacional.
• Atualizado
Pela primeira vez em quase quatro anos, o preço do petróleo voltou a fechar acima de US$ 100 no mercado internacional. A forte alta foi registrada nesta quinta-feira (12) em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura 13 dias e inclui ataques a estruturas de energia na região do Golfo.
O barril do Brent, referência global, encerrou o dia cotado a US$ 100,46, com avanço de 9,21%, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. A última vez que a commodity havia superado esse patamar ocorreu em agosto de 2022, período marcado pela invasão da Ucrânia pela Rússia.
Nos Estados Unidos, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) também registrou valorização expressiva. O barril subiu 9,72% e fechou o pregão a US$ 95,73 na New York Mercantile Exchange (Nymex).
No início da semana, o Brent chegou a se aproximar dos US$ 120. Entretanto, declarações que sugeriam uma possível redução na duração da guerra provocaram forte volatilidade e fizeram o preço recuar no mesmo dia.
Mesmo assim, o mercado voltou a reagir nesta quinta-feira. O movimento ocorre um dia após o anúncio da liberação de petróleo das reservas estratégicas globais.
Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) decidiram colocar 400 milhões de barris no mercado internacional para reduzir os temores de escassez.
A instabilidade reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções prolongadas no fornecimento global. Um relatório divulgado pela própria IEA aponta que a crise já provoca a maior interrupção de oferta registrada no mercado mundial, afetando cerca de 7,5% do suprimento da commodity.
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