Mesmo com corte da Petrobras, gasolina segue acima de R$ 6 em SC
O preço médio do litro no estado é de R$ 6,56, valor acima da média nacional de R$ 6,32.
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Apesar do anúncio feito pela Petrobras na última segunda-feira (26), de que haverá redução de 5,2% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, os motoristas de Santa Catarina devem continuar pagando mais caro para abastecer. O preço médio do litro no estado é de R$ 6,56, valor acima da média nacional de R$ 6,32, o que representa uma diferença de R$ 0,24 por litro, segundo dados recentes do setor.
De acordo com o Levantamento de Preços de Combustíveis, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florianópolis está entre as capitais mais caras do país para abastecer. Na comparação com as demais capitais da Região Sul, a capital catarinense ocupa a segunda posição no ranking de preços.
Segundo a ANP, para abastecer com gasolina comum, o valor médio em Florianópolis gira em torno de R$ 6,78 por litro, ficando atrás apenas de Curitiba (PR), onde o preço médio é de R$ 6,93. Já Porto Alegre (RS) aparece como a capital mais barata do Sul, com o litro custando cerca de R$ 6,69.
Impostos e margens explicam preços elevados
Segundo a Petrobras, o preço da gasolina não é definido apenas pela empresa. Após sair das refinarias, o combustível passa pelas distribuidoras e postos, etapa em que são incorporados impostos federais e estaduais, além das margens de distribuição e revenda.
Entre os tributos federais que incidem sobre a gasolina estão a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), o PIS/Pasep e a Cofins. Já no âmbito estadual, há a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cuja alíquota varia conforme o estado e impacta diretamente o preço final ao consumidor.
Em Santa Catarina, o ICMS sobre combustíveis, somado aos custos logísticos e à política de preços dos postos, é apontado como um dos principais fatores para o valor da gasolina permanecer acima da média nacional.
A Petrobras informou que a redução de R$ 0,14 por litro no preço da gasolina para as distribuidoras é a primeira queda registrada em 2026. No entanto, a estatal afirma que não controla o preço final cobrado nos postos, o que explica a ausência de repasse imediato ao consumidor.
Pesquisa e denúncias podem ajudar o consumidor
Para tentar driblar os preços elevados, o motorista catarinense deve pesquisar valores entre postos de diferentes bandeiras e avaliar o uso de outros combustíveis, como o etanol, quando houver vantagem econômica.
Caso o consumidor identifique possível prática abusiva, os órgãos de fiscalização recomendam o registro de denúncias junto ao Procon ou à Agência Nacional do Petróleo (ANP), especialmente quando os valores estão muito acima da média regional sem justificativa aparente.
Em 2025, três postos de combustíveis de Florianópolis foram multados pelo Procon/SC após o órgão exigir esclarecimentos sobre preços elevados praticados em outubro de 2024. Para facilitar as denúncias, foi criado o Zap Denúncia, além dos canais de atendimento via WhatsApp do Procon SC, pelo Núcleo de Apoio ao Superendividamento (48 3665-9068) e pelo Atendimento Virtual Catarina (48 3665-9046).
*Sob supervisão do editor Pedro Corrêa
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