Gasolina mais cara em SC é culpa da guerra no Irã, dizem postos
Em reposta aos questionamentos sobre o preço da gasolina nos postos, sindicato da categoria aponta que é preciso que as distribuidoras repassem as reduções no valor
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O Procon/SC deu prazo até o final desta sexta-feira (6) para que os postos de combustíveis enviem as notas fiscais de compra e venda de combustível. A medida faz parte de uma fiscalização sobre a formação do preço da gasolina e é resultado da reunião que aconteceu na quinta-feira (5) em que os empresários que comandam os sindicatos de postos justificaram os preços como sendo impacto da guerra no Irã, no Oriente Médio.
Segundo o órgão, a fiscalização agora será permanente. A diretora do Procon, a delegada Michele Alves, decidiu criar uma equipe específica para acompanhar os preços dos combustíveis no estado. A apuração é da produtora Caroline Oliveira, do SCC SBT.
Em reunião realizada na quinta com representantes de postos, o setor afirmou que o preço da gasolina pode subir, alegando impactos do cenário internacional, como a guerra no Irã, que influencia o mercado de petróleo.
Reajuste do preço da gasolina depende das distribuidoras
Questionado pelo Procon sobre o motivo do possível aumento, já que a Petrobras informou que não pretende reajustar os preços, os donos de postos afirmaram que a redução anunciada deveria ocorrer primeiro nas distribuidoras.
Segundo os representantes do setor, as distribuidoras não repassaram a queda de cerca de 5%, o que impede que a redução chegue aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

Diante disso, o Procon informou que vai convocar uma reunião com todas as distribuidoras e sindicatos de postos do estado para discutir a formação dos preços e entender onde está ocorrendo a diferença no valor do combustível.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Florianópolis e Região (Sindópolis), Vicente Santanna, explicou que a redução não aconteceu porque o custo para os donos de postos também aumentou no início do ano, como reajuste de aluguéis e até mesmo dos insumos que compõe o preço da gasolina.
De acordo com Santanna, 30% do combustível é composto pelo etanol, que aumentou no início de março influenciado pela entressafra da cana-de-açúcar.
No encontro, Michele propôs uma reunião com todos os sindicatos e refinarias para encontrar uma solução para a alta dos preços dos combustíveis e tentar barrar novos reajustes. O encontro deve ocorrer em abril.
De acordo com a delegada, “é importante que o consumidor fique atento. Nós entendemos o lado dos postos, mas também entendemos o lado do consumidor. Vamos continuar atuando e fiscalizando os postos de todo o estado”.
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