FIESC reage sobre impacto do impasse na BR-101 Norte
Segundo a entidade, o entrave pode comprometer o desenvolvimento socioeconômico de Santa Catarina
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A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) se posicionou sobre o impacto do impasse a repactuação do contrato de concessão da BR-101 Norte. Segundo a entidade, o entrave pode comprometer o desenvolvimento socioeconômico de Santa Catarina. A FIESC reagiu após o encerramento das negociações conduzidas no Tribunal de Contas da União (TCU), que discutiam uma solução consensual para o contrato da Autopista Litoral Sul.
De acordo com a Federação, a decisão de encerrar as tratativas para repactuação do contrato com a concessionária Arteris frustra a expectativa da sociedade catarinense, que aguardava medidas urgentes para melhorar a segurança e a eficiência da rodovia.
BR-101 Norte enfrenta congestionamentos e acidentes
A BR-101 Norte é considerada um dos principais corredores logísticos do estado. No entanto, segundo a FIESC, a situação atual é crítica, com longos congestionamentos e altos índices de acidentes.
Para a entidade, as obras previstas na proposta de repactuação eram fundamentais para melhorar a fluidez do trânsito e garantir mais segurança aos usuários da rodovia.
“O corredor logístico já está colapsado. Sem a perspectiva desses investimentos, a rodovia se torna um entrave ao desenvolvimento do estado, ao crescimento do comércio exterior, do turismo e de diversas atividades econômicas”, afirmou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Impactos para economia e população do impasse na BR-101 Norte, segundo FIESC
Segundo a FIESC os impactos da falta de investimentos vão além do setor produtivo. O problema também atinge moradores das cidades que ficam às margens da rodovia e turistas que utilizam a BR-101, especialmente em períodos de maior movimento.
A FIESC destaca que a rodovia é essencial para o transporte de cargas e para a ligação entre importantes polos industriais e portuários de Santa Catarina.
Trechos críticos na BR-101 Norte
A entidade também cobra uma solução urgente para alguns dos pontos mais críticos da rodovia, especialmente nos trechos que passam por Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Penha e Joinville. Conforme a FIESC, nessas regiões, os congestionamentos frequentes e os riscos de acidentes são apontados como problemas recorrentes.
Impasse BR-101 Norte
Nesta terça-feira (10), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes informaram que não foi possível chegar a um acordo para a repactuação do contrato da concessão da Autopista Litoral Sul.
As discussões ocorreram na comissão criada pelo TCU para buscar uma solução consensual para o contrato. A proposta inicial previa um conjunto de obras para ampliar a capacidade da rodovia e melhorar a segurança.
Durante o processo, a proposta também recebeu contribuições de entidades do setor produtivo catarinense, incluindo a própria FIESC, que sugeriram intervenções e mecanismos para melhorar o tráfego.
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