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VOLTA DAS OBRAS

Dragagem de canal do porto mais movimentado de SC é retomada

Operação para a dragagem do rio Itajaí-Açú para acesso ao porto será feita graças a licitação emergencial e contrato de R$ 64 milhões

• Atualizado

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

Dragagem de canal do porto de Itajaí é retomada | Foto: Divulgação
Dragagem de canal do porto de Itajaí é retomada | Foto: Divulgação

O serviço de dragagem no canal de acesso do Rio Itajaí-Açu, em Santa Catarina, foi retomado no sábado (4), segundo a Superintendência do Porto de Itajaí. A empresa responsável pela retirada de sedimentos do fundo do canal para viabilizar a navegabilidade na região será a holandesa Van Oord. O contrato emergencial assinado tem o valor de R$ 63,8 milhões.

O serviço estava paralisado há cerca de 50 dias porque a empresa DTA Engenharia, que havia assinado o contrato para retomar a dragagem em março de 2026, com dispensa de licitação, deixou o serviço. O contrato assinado era de 44,7 milhões.

O Porto de Itajaí é um dos principais polos de movimentação de contêineres do Sul do Brasil, com atuação nos segmentos de carnes congeladas, madeira e produtos industrializados.

Profundidade do canal do rio Itajaí-Açú é estratégica

A manutenção da profundidade do canal é considerada essencial para garantir a competitividade logística da região frente a outros portos como Porto de Santos e Porto de Paranaguá.

As operações nos terminais na região não foram interrompidas e nenhum navio foi impedido de acessar o Porto de Itajaí, mas segundo apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), empresas que dependem do canal para atuar afirmam que a situação foi menos prejudicial dado o período de menores índices pluviométricos da época do ano na região. As chuvas aumentariam o acúmulo de sedimentos no fundo do canal.

Havia também a dúvida no setor de como a DTA conseguiria atender a região e mobilizar dragas para fazer o serviço, dada a inexperiência da empresa no setor de dragagem.

A Van Oord tem experiência em dragagem e volta à região com um prazo de 12 meses de trabalho e com a possibilidade de prorrogação por mais 48 meses, “garantindo maior previsibilidade para a manutenção do canal e para as operações portuárias nos próximos anos”, segundo a Autoridade Portuária.

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