BYD e Amado Batista entram na lista do trabalho escravo
Ministério do Trabalho atualiza lista suja com 613 empregadores e inclui BYD e Amado Batista após casos investigados em 2024
• Atualizado
O Ministério do Trabalho atualizou a chamada “lista suja” do trabalho escravo e incluiu a montadora chinesa BYD e o cantor Amado Batista, além de outros 167 empregadores autuados por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A atualização foi divulgada nesta segunda-feira (6) e o cadastro passa a reunir 613 empregadores. Desse total, 102 são pessoas físicas e 67 jurídicas. A inclusão ocorre somente após a conclusão de processos administrativos, com direito ao contraditório e à ampla defesa. Os nomes permanecem na lista por até dois anos.
Cadastro de Empregadores by Giovanna Colossi
Caso envolvendo Amado Batista
Segundo o documento oficial, o cantor foi autuado em duas operações realizadas em Goiás, em 2024, nas quais 14 trabalhadores foram resgatados. Em nota enviada ao SBT News, a assessoria do artista, representada por seu filho, Bruno Batista, contestou a informação. O posicionamento afirma que não houve resgate de trabalhadores em propriedades ligadas ao cantor.
De acordo com a defesa, a fiscalização ocorreu em uma fazenda arrendada para plantio de milho, onde teriam sido identificadas irregularidades na contratação de quatro trabalhadores vinculados a uma empresa terceirizada. A assessoria também informou que foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho e que as pendências já foram regularizadas.
Leia a nota de Amado Batista na íntegra
“Primeiramente, a informação veiculada que de houve o ‘resgate’ de 14 trabalhadores na propriedade do Senhor Amado é COMPLETAMENTE FALSA E INVERÍDICA! Não HOUVE RESGATE de nenhum trabalhador nas propriedades. Todos os funcionários continuam trabalhando na propriedade normalmente!
Ocorreu uma fiscalização em uma fazenda ‘arrendada’ pelo senhor amado para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de 4 colaboradores que eram empregados de uma empresa terceirizada que fora contratada para fazer a abertura da área de plantio.
O Fato ocorreu em 2024, foi assinado um TAC com MPT, na qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas.
Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação.“
Caso envolvendo a BYD
A inclusão da BYD na lista está relacionada a uma operação realizada em dezembro de 2024, no município de Camaçari (BA), onde a empresa instalava uma fábrica. Na ocasião, 220 trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à escravidão, além de indícios de tráfico internacional de pessoas.
De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), os funcionários eram terceirizados por empresas contratadas para atuar nas obras da montadora.
A fiscalização apontou condições precárias, como trabalhadores dormindo em camas sem colchão, apenas um banheiro para cada 30 pessoas, retenção de passaportes e retenção de cerca de 60% dos salários. Parte da remuneração, segundo o órgão, era paga em moeda chinesa para dificultar a saída dos trabalhadores.
Posicionamento
A reportagem tentou contato com a BYD, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
*Texto com informações do SBT News
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