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Projeção

Banco Central prevê crescimento do PIB, mas alerta para riscos

Banco Central mantém projeção do PIB em 1,6% para 2026, mas alerta para riscos com conflitos no Oriente Médio e pressão na inflação

• Atualizado

Redação

Por Redação

Banco Central prevê crescimento do PIB, mas alerta para riscos.| Foto: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil / Divulgação / Reprodução
Banco Central prevê crescimento do PIB, mas alerta para riscos.| Foto: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil / Divulgação / Reprodução

O Banco Central do Brasil manteve em 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, mas alertou para o aumento das incertezas no cenário econômico global, principalmente por causa dos conflitos no Oriente Médio. A avaliação consta no Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (26), que aponta riscos de impacto direto na inflação e na atividade econômica caso a crise internacional se prolongue.

Segundo o BC, um cenário de conflito duradouro pode gerar um choque negativo de oferta, elevando preços e reduzindo o crescimento econômico. Ainda assim, setores como o petrolífero podem ser beneficiados pela alta das commodities.

A projeção de crescimento foi mantida após o desempenho dentro do esperado no fim de 2025 e a expectativa de expansão moderada ao longo de 2026. O relatório destaca que o cenário segue condicionado por juros elevados, desaceleração global e menor impulso do setor agropecuário, que foi determinante para o crescimento de 2025.

Inflação deve subir e ficar acima da meta

O Banco Central do Brasil projeta que a inflação continuará em alta até o fim de 2026, permanecendo acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. A estimativa é de que o IPCA termine 2026 em 3,6%, pressionado principalmente pelo aumento dos preços do petróleo.

A chance de a inflação ultrapassar o teto da meta (4,5%) subiu de 23% para 30%, segundo o relatório. Para os anos seguintes, a expectativa é de desaceleração gradual, com a inflação chegando a 3,1% até 2028.

Juros seguem elevados e BC pode rever cortes

A taxa básica de juros, a Selic, segue como principal ferramenta para controle da inflação. Após um ciclo de altas entre 2024 e 2025, a Selic foi mantida em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas e, recentemente, reduzida para 14,75% ao ano.

Apesar do início da queda, o BC não descarta interromper o ciclo de cortes caso o cenário externo se deteriore, especialmente com o avanço das tensões no Oriente Médio.

Crédito cresce, mas ritmo desacelera

A projeção de crescimento do crédito no Sistema Financeiro Nacional foi revisada para cima, passando de 8,6% para 9% em 2026. O avanço é puxado principalmente pelo crédito livre para pessoas físicas e pelo crédito direcionado para empresas. Mesmo assim, o BC projeta desaceleração pelo segundo ano consecutivo, refletindo os efeitos dos juros altos e do elevado endividamento das famílias.

Contas externas e impacto do petróleo

O déficit em transações correntes foi revisado para US$ 58 bilhões (2,2% do PIB), com melhora no saldo comercial puxada pelo crescimento das exportações. A alta dos preços do petróleo, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio, também impacta positivamente as exportações brasileiras.

Por outro lado, o BC alerta que o cenário internacional ainda é incerto, com riscos ao comércio global e às cadeias produtivas, especialmente em regiões estratégicas como o Estreito de Ormuz.

*Texto com informações da Agência Brasil

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