‘Crise da Pitaya’ gera prejuízo no sul de SC; entenda
Outros produtores também passaram pelo mesmo problema
• Atualizado
Um vídeo que viralizou nas redes sociais recentemente chamou atenção para uma situação inusitada que vem dando muito prejuízo para os produtores do sul de Santa Catarina. A alta produção de pitaya resultou na perda de aproximadamente 6 toneladas da fruta.
O vídeo foi gravado pelo produtor Adir Tomazi Pereira, do município de Jacinto Machado, que falou sobre o descarte de parte da produção por falta de vendas.
Segundo o produtor a doação foi grande, mas mesmo assim, parte da colheita teve que ser jogada fora por ter começado a estragar.
“Nessa colheita agora, eu ia colher em torno de 8 a 9 mil kg e conseguiria vender 3,5 mil kg. O resto eu comecei a fazer doação, porque eu vi que não ia ter venda, pra não deixar estragar” explicou Adir.
Formas de diminuir o prejuízo
Além de Adir, outros produtores também passaram pelo mesmo problema, reacendendo o debate sobre o tema. Para facilitar, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) busca formas de minimizar os prejuízos para os trabalhadores.
“Aqui de Jacinto Machado a produção é principalmente para outros estados, São Paulo e Rio de Janeiro. Essa florada que aconteceu, essa produção, não foi só aqui. Não foi só em Santa Catarina, foi no Brasil inteiro. Teve uma oferta muito grande do fruto e acabou diminuindo a saída do produtor”, disse Juliano Teles, extensionista rural da Epagri.
Famoso na produção de pitaya
O estado de Santa Catarina é o segundo maior produtor de pitaya do Brasil, ficando atrás apenas do estado de São Paulo.
A região sul catarinense concentra 90% de toda a produção da fruta, principalmente por meio do trabalho dos pequenos produtores. Em média a pitaya é vendida de R$ 2 a R$ 3 reais o kg, saindo da propriedade rural e sendo encaminhadas às cooperativas.
Diogo Policarpo Superbom, gerente da fruticultura Cooperja, também comentou sobre a alta produção da fruta, dizendo que mesmo ajudando os produtores a comercializar a colheita, não foi suficiente e algumas frutas acabaram estragando.
“Acredito que a comercialização ainda tem potencial de crescer, de popularizar essa fruta no Brasil, igual uma maçã, igual uma banana. Porque tem mercados que a gente vai que ainda não tem a pitaya. Então com a popularização da fruta, eu acredito que vai ajudar quando a gente tiver essas grandes colheitas na escoagem da produção” afirmou Diogo.
Leia Mais
>> Para mais notícias, siga o SCC10 no Instagram, Threads, Twitter e Facebook.
Quer receber notícias no seu whatsapp?
EU QUERO