Acordo entre EUA e Irã derruba petróleo, mas preço segue alto
Mesmo com queda após anúncio do fim do conflito e reabertura do Estreito de Ormuz, mercado ainda vê riscos que podem manter o barril acima de US$ 80
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O preço do petróleo registrou forte queda nesta segunda-feira (15) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio já foi assinado. Segundo ele, o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para o transporte global de petróleo, deverá estar totalmente aberto até sexta-feira (19).
A notícia trouxe alívio imediato ao mercado. O barril do petróleo Brent, referência internacional, caiu 5,6% e passou a ser negociado a US$ 82,44. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 5,9%, chegando a US$ 79,87.
Apesar da reação positiva, especialistas alertam que a queda pode não durar muito tempo. Em entrevista ao SBT News, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, avaliou que o petróleo deve continuar acima dos US$ 80 por barril e pode até retornar ao patamar de US$ 90 ainda em 2026.
Segundo ele, o fim do conflito reduz o risco de uma escalada militar na região, mas ainda existem dúvidas sobre os danos causados à infraestrutura de petróleo e gás durante a guerra.
“Agora será preciso avaliar o tamanho dos estragos e quanto tempo será necessário para que a produção volte aos níveis anteriores“, explicou.
Outro fator que preocupa o mercado é a situação dos estoques globais. Dados recentes apontam que os estoques de petróleo, gasolina e diesel seguem abaixo da média histórica, especialmente nos Estados Unidos. Além disso, o início do verão no Hemisfério Norte costuma aumentar o consumo de combustíveis devido ao crescimento das viagens e do transporte aéreo.
Impacto no Brasil
Para o Brasil, a queda do petróleo traz efeitos positivos e negativos. Por um lado, preços mais baixos ajudam a reduzir a pressão sobre os combustíveis e a inflação. Por outro, o país pode arrecadar menos com exportações de petróleo e royalties.
Mesmo com a recente queda, Adriano Pires destaca que o valor atual ainda é considerado elevado e pode continuar influenciando indicadores econômicos importantes.
“Um petróleo acima de US$ 80 continua sendo caro e mantém pressão sobre inflação, combustíveis e taxas de juros“, afirmou.
*Texto com informações do SBT News
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