Roberto Azevedo

O jornalista Roberto Azevedo tem 39 anos de profissão, 17 deles dedicados ao colunismo político. Na carreira, dirigiu equipes em redações de jornal, TV, rádio e internet nos principais veículos de Santa Catarina.


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Devoção de Jorginho resiste até a palanque caído

Senador viveu situação crítica como governador em exercício há 13 anos

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EDUARDO VALENTE/DIVULGAÇÃO
EDUARDO VALENTE/DIVULGAÇÃO

A participação do senador Jorginho Mello na procissão de Nossa Senhora Aparecida, em Campos Novos, repetida nesta quarta-feira (12), é tão tradicional quanto o evento.

E, no percurso de cerca de três quilômetros, acompanhado da deputada federal reeleita Caroline de Toni e do ex-prefeito de Joaçaba Rafael Laske, o Mamão, o agora candidato ao governo pelo PL deve ter se lembrado de um episódio ocorrido há 13 anos, quando ele estava no exercício do governo do Estado por ser o presidente da Assembleia, então filiado ao PSDB.

Longe do Meio-Oeste catarinense, na fria tarde de Moscou (Rússia), o governador licenciado Luiz Henrique (PMDB) recebia no ônibus que fazia o transporte da comitiva catarinense uma mensagem de SMS, que dava conta da queda do palanque da festa da padroeira do Brasil.

O recado mencionava que Jorginho ficara ferido, mais tarde diagnosticado com uma fissura óssea na tíbia, na altura do joelho, que o imobilizaria, e que também caíram dois padres, o deputado estadual Romildo Titon e sua mulher, Neiva Titon (que machucou o braço), o ajudante de ordens do governador, capitão Renato Souza, e o secretário regional Alcides Mantovani.

Reação na Rússia foi do espanto ao sarcasmo

A primeira reação entre os que estavam no veículo, na capital russa, entre eles o então prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB à época), o deputado estadual Cesar Souza Júnior (PSD) e o secretário Antônio Gavazzoni (Fazenda), a primeira-dama do Estado Ivete Appel da Silveira e jornalistas, foi a de preocupação, só aliviada com a informação de que estava tudo sob controle.

Alguém disse que poderia ser o pior cenário que Jorginho, obstinado, cumpriria a interinidade de 11 dias, iniciada dia 9, nem que tivesse que fazê-lo em cadeira e rodas, um pouco depois de outro integrante sugerir que “o palanque estava muito pesado”.

E assim foi, enquanto Luiz Henrique ainda passou pela Polônia, Áustria e França, Jorginho curtiu cada segundo do momento político, de muletas, sem jamais de desistir de chegar ao governo pelo voto, algo que parece muito próximo agora.

Nesta quarta-feira, Jorginho agradeceu a corrente de fé durante a procissão, a primeira presencial em Campos Novos depois da pandemia, encerrada com a tradicional missa campal.

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