Última semana de fevereiro terá muita chuva em quase todo o Brasil
Risco de temporais, enchentes, deslizamentos e alagamentos
• Atualizado
A última semana de fevereiro de 2026 será marcada por chuva intensa em quase todo o Brasil, com risco de temporais, enchentes, deslizamentos de terra e transbordamentos de rios. Segundo a Climatempo, vários sistemas meteorológicos vão atuar ao mesmo tempo, aumentando as condições para chuva volumosa e prolongada em diferentes regiões.
De acordo com a meteorologia, a combinação de ar quente e úmido, frentes frias, áreas de baixa pressão e ventos marítimos manterá a atmosfera carregada, favorecendo a formação de nuvens carregadas e precipitações fortes em muitas áreas.
Principais fatores que mantêm o alerta
Fevereiro já tem sido um mês chuvoso, e a expectativa de mais chuva nesta última semana aumenta os riscos de alagamentos, deslizamentos e transbordamento de rios, principalmente em áreas urbanas. O ar quente e úmido que predomina no país ajuda a formar nuvens carregadas, que podem provocar chuva forte, raios, ventos intensos e até granizo.
As frentes frias também contribuem para o aumento da chuva. Uma frente fria quase parada na costa do Rio de Janeiro e outra que avança pelo Sul do país devem provocar pancadas de chuva nos três estados da região Sul, algumas bem fortes. Na quinta-feira (26), a frente fria chega a São Paulo, Rio de Janeiro, Sul de Minas e Zona da Mata Mineira. Além disso, a Climatempo observa a possibilidade de outra frente fria entre a costa do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que pode provocar mais chuva, especialmente no Espírito Santo.
Uma área de baixa pressão formada sobre o oceano, entre São Paulo e Rio de Janeiro, concentra a umidade no Sudeste e mantém elevada a chance de chuva em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, ventos que sopram do mar, influenciados por uma massa de ar frio de origem polar mais intensa que o normal para esta época do ano, levam ainda mais umidade para as regiões Sul e Sudeste, reforçando as condições para chuva.
A instabilidade também é intensificada pelo Jato de Baixos Níveis (JBN), uma corrente de ar quente e úmido que circula a cerca de 1.500 metros de altitude. Esse sistema mantém a atmosfera carregada sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, favorecendo a formação de nuvens de chuva.
No Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém condições para chuva forte e volumosa. Já o Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN), que atua a aproximadamente 10 quilômetros de altitude sobre o oceano na costa leste da região, reforça a formação de nuvens carregadas. No Norte do país, o ar quente e úmido, combinado com a ZCIT e a Alta da Bolívia, sistema de alta pressão que ajuda a organizar a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), mantém a formação de nuvens carregadas em grande parte das regiões Norte e Centro-Oeste.
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