Ciclone no fim de semana? Entenda o que realmente está previsto para o Sul do Brasil
Calor intenso, alta umidade e temporais isolados marcam os próximos dias no Sul do país. Ciclone ficará concentrado no Uruguai e terá influência fraca no Brasil
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A possibilidade de formação de um ciclone extratropical no fim de semana tem gerado preocupação entre internautas e movimentado as redes sociais nos últimos dias. Diante do aumento de informações e interpretações alarmistas, o meteorologista Piter Scheurer esclareceu o cenário e afirmou que o fenômeno é comum para esta época do ano e não deve provocar impactos significativos no Sul do Brasil.
Segundo o meteorologista, o ciclone estará associado à passagem de uma frente fria, o que faz parte da dinâmica atmosférica normal do verão. Até lá, a previsão indica que quinta-feira(08), sexta-feira (09) e o fim de semana terão condições típicas da estação, com sol entre nuvens e calor intenso.
As temperaturas devem ficar próximas ou acima dos 33°C a 35°C na maior parte das cidades. Mesmo em áreas mais elevadas, como a Serra, os termômetros podem se aproximar dos 30°C. A combinação entre calor e alta umidade favorece a formação de temporais de verão, que ocorrem de forma irregular e mal distribuída.
“Enquanto uma cidade pode registrar chuva forte e ventos intensos, em municípios vizinhos o tempo pode permanecer estável”, explicou Scheurer. Esses temporais podem causar transtornos pontuais, como alagamentos localizados, rajadas de vento, chuva volumosa e, em alguns casos, granizo.
Frente fria avança no domingo
No domingo, está prevista a passagem de uma frente fria sobre a Região Sul do Brasil. Esse sistema estará ligado ao ciclone extratropical, mas o meteorologista faz um alerta importante: o ciclone não atingirá diretamente o Sul do país.
“O núcleo do ciclone estará concentrado sobre o Uruguai, com pressão mínima em torno de 998 hectopascais”, explicou. No Rio Grande do Sul, a influência será fraca e indireta, sendo a frente fria o principal fator para a ocorrência de chuva.
Uruguai concentra os maiores impactos
De acordo com os modelos meteorológicos, o Uruguai deve ser o país mais afetado, com previsão de chuvas intensas e ventos fortes. As rajadas podem atingir 80 a 100 km/h, e no litoral uruguaio há risco de ventos superiores a 110 km/h.
No Sul do Brasil, as rajadas devem variar entre 50 e 70 km/h, associadas à frente fria e não ao ciclone. “A influência do ciclone sobre o território brasileiro é muito pequena”, reforçou o meteorologista.
Scheurer destacou que o esclarecimento tem como objetivo tranquilizar a população, diante do aumento da apreensão nas redes sociais. “Praticamente toda frente fria tem um ciclone associado, e isso é normal nesta época do ano. Não se trata de um evento extremo”, afirmou.
Segundo ele, o que se espera para o Sul do Brasil é um cenário típico de verão, com calor, instabilidade, trovoadas e temporais isolados, sem impactos generalizados.
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— SCC10 (@scc10oficial) January 8, 2026
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