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Suzane recebeu R$ 500 mil por documentário da Netflix, diz colunista

Produção deve trazer versão de Suzane sobre o crime de 2002

• Atualizado

Redação

Por Redação

Suzane recebeu R$ 500 mil por documentário da Netflix, diz colunista | Foto: 
Robson Fernandes/AE
Suzane recebeu R$ 500 mil por documentário da Netflix, diz colunista | Foto: Robson Fernandes/AE

Suzane von Richthofen recebeu cerca de R$ 500 mil para participar de um documentário da Netflix no qual apresenta sua versão sobre o assassinato dos pais. A informação é do colunista Gabriel Vaquer, do portal Outro Canal, que afirma que o valor foi pago diretamente à condenada.

O caso reacende um debate frequente em produções do gênero “true crime”: criminosos podem receber dinheiro para contar suas próprias histórias? De acordo com especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a legislação brasileira não proíbe esse tipo de pagamento, desde que não haja violação de direitos, o que pode levar ao pagamento de indenização.

Segundo o professor de direito Leonardo Aquino, só cabe indenização quando o conteúdo apresentado ultrapassa o que já consta no processo judicial. Isso pode acontecer, por exemplo, no uso de imagens ou informações obtidas fora dos autos, sem autorização.

“Vamos imaginar uma situação hipotética: se usa uma fotografia de uma pessoa retratada que não foi adquirida nos autos, que foi obtida por outros meios que não o previsto nos autos do processo, sem a devida identificação de onde foi retirada. [Nesse caso,] é possível ter uma indenização”, explica.

A advogada Erika Lenehr destaca que é necessário equilibrar dois direitos fundamentais: a liberdade de expressão e a proteção à personalidade. Segundo ela, produções podem abordar casos criminais, desde que não invadam a intimidade nem façam suposições sobre pensamentos ou motivações dos envolvidos.

O documentário surge após a repercussão da série “Tremembé”. Cerca de 24 anos após o crime, Suzane decidiu falar publicamente sobre o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em 2002, caso que levou à sua condenação a 39 anos de prisão.

A produção ainda não tem data de estreia. O projeto foi revelado pelo jornalista Ullisses Campbell, que afirma que Suzane decidiu participar para apresentar sua versão dos fatos, abordando desde a infância até o momento do crime.

No relato, ela descreve a casa onde cresceu como um ambiente sem afeto e com muitas cobranças, principalmente por parte do pai. “Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando”, disse.

Suzane também afirma ter presenciado episódios de violência na infância. “Eu era criança. Meus pais botavam a gente pra dormir muito cedo. Ouvi uma discussão e desci pra ver o que era. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, relembrou.

Ela comenta ainda a relação com Daniel e Christian Cravinhos, envolvidos no assassinato. Suzane nega participação no planejamento do crime, mas reconhece a própria responsabilidade. “A culpa é minha. Claro que é minha”, afirmou.

O documentário também deve mostrar a vida atual da condenada, incluindo o casamento com Felipe Muniz e a rotina com o filho.

*Em nota ao Metrópoles, a Netflix afirmou que não divulga detalhes de suas produções.

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