Super El Niño: saiba quando o fenômeno deve ganhar mais intensidade
Fenômeno já apresenta reflexos no clima brasileiro
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A formação de um possível Super El Niño em 2026 já acende um alerta para o clima no Brasil, principalmente na região Sul. A previsão é de que o fenômeno ganhe força ao longo dos próximos meses e possa trazer períodos de maior instabilidade, com aumento de chuvas intensas, temporais e risco de elevação dos rios.
Segundo as previsões meteorológicas, os efeitos do fenômeno devem se intensificar ao longo do segundo semestre, com expectativa de que o período de maior intensidade ocorra entre outubro, novembro e dezembro.
A expectativa é de que os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sejam os mais impactados. A influência do El Niño pode favorecer episódios de chuva volumosa e aumentar a frequência de temporais na região Sul.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a consolidação das condições do El Niño no Oceano Pacífico e aponta 81% de probabilidade de que o fenômeno alcance uma intensidade muito forte, classificada como Super El Niño.
Um dos fatores que chama atenção dos meteorologistas é a velocidade de desenvolvimento do fenômeno. O El Niño atingiu uma anomalia de temperatura de +2°C ainda na metade do ano, enquanto eventos históricos, como os de 1982, 1997 e 2023, chegaram a esse mesmo patamar apenas mais próximo do fim do ano.
Mesmo antes de atingir o auge, o fenômeno já apresenta reflexos no clima brasileiro. No Sul, os principais efeitos observados são chuvas acima da média e ocorrência de temporais. Em Santa Catarina, por exemplo, 24 municípios registraram mais de 100 milímetros de chuva em 24 horas entre a noite de terça-feira (21) e esta quarta-feira (22), provocando alagamentos, interdições de vias e retirada preventiva de famílias.
No Rio Grande do Sul, a MetSul informou que o estado já registrou a primeira enchente associada ao El Niño 2026-2027, com rios saindo do leito em algumas regiões após períodos de chuva intensa.
A previsão também aponta que os próximos meses podem ter aumento na frequência de tempestades severas no Sul, com possibilidade de granizo, ventos fortes e, em situações mais extremas, fenômenos como tornados e microexplosões atmosféricas.
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