Simpósio de Dislexia reúne milhares de pessoas em Brusque
Evento discutiu diagnóstico, aprendizado e políticas públicas sobre o transtorno que afeta milhões de pessoas no mundo
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Milhares de pessoas participaram neste sábado (14) do 3º Simpósio de Dislexia, realizado em Brusque, no Vale do Itajaí. O evento aconteceu na Sociedade Beneficente e também foi transmitido ao vivo pelo YouTube.
A iniciativa foi promovida pela Havan em parceria com a rede de franquias de alfabetização Alfabetizei e reuniu especialistas para discutir diagnóstico, aprendizagem e direitos relacionados ao transtorno.
Ao longo do dia, cinco profissionais apresentaram palestras e esclareceram dúvidas sobre a dislexia, condição que, segundo especialistas, pode afetar cerca de 17% da população mundial.
Luciano Hang falou sobre experiência com dislexia
A abertura do evento contou com a participação do empresário Luciano Hang, dono da Havan, que é disléxico e compartilhou sua experiência pessoal.
“Aprendi a ler aos 12 anos e só descobri o transtorno na vida adulta, mas nada disso impediu que eu pudesse me desenvolver e chegar onde quis. O objetivo hoje é mostrar que, com o suporte adequado, qualquer pessoa supera seus limites e vai longe na vida pessoal, nos estudos e na carreira profissional”, afirmou.
Importância do diagnóstico precoce
A psicopedagoga Ana Paula Silva, parceira do evento, explicou que a dislexia é um transtorno de aprendizagem que afeta principalmente a leitura e a escrita.
Segundo ela, os sinais costumam aparecer entre 6 e 7 anos, durante o processo de alfabetização.
“Identificar os sinais precocemente e procurar um profissional capacitado para dar o diagnóstico permite que o aluno se desenvolva com confiança”, destacou.
Apoio da família é fundamental
Uma das organizadoras do simpósio, Andrea Hang, destacou que muitas famílias percebem diferenças no aprendizado das crianças, mas nem sempre associam os sinais à dislexia.
“Muitos pais reconhecem uma criança inteligente em casa, que responde tudo na ponta da língua, mas que não apresenta o mesmo desempenho na escola. Queremos mostrar que isso não significa falta de capacidade, mas sim que a criança precisa de um suporte específico”, explicou.
Especialistas discutiram diagnóstico e direitos
A programação do simpósio contou com palestras de especialistas que abordaram desde o diagnóstico no cotidiano até políticas públicas e direitos das pessoas com dislexia.
Entre os participantes estavam:
- Felipe Ponce
- Ângela Nico
- Maria Inez de Luca
- Ana Paula Silva
- Keila Chicralla
O encontro teve como objetivo ampliar o debate sobre o transtorno e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do apoio educacional adequado.
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