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Crime

Argentina acusada de racismo no Rio diz que desconhecia gravidade

Agostina Páez admitiu o erro nas redes sociais.

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Turista argentina ré por racismo no Brasil pede desculpas | Foto: Reprodução/Instagram
Turista argentina ré por racismo no Brasil pede desculpas | Foto: Reprodução/Instagram

A argentina Agostina Páez, de 29 anos, ré por um caso de racismo no Rio de Janeiro, pediu desculpas publicamente pela primeira vez nesta quarta-feira (11). A declaração foi publicada nas redes sociais da turista, que afirmou assumir a responsabilidade pela atitude.

Segundo Agostina, a admissão do erro não havia sido feita antes por orientação de advogados que a defendiam. No entanto, após trocar de defesa, a estratégia jurídica foi alterada. Com isso, ela decidiu se pronunciar sobre o episódio.

Na publicação, a argentina reconheceu que a atitude foi grave e pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas. “Eu cometi um erro e estou assumindo minha responsabilidade. Peço desculpas de coração a quem se sentiu ferido ou humilhado”, declarou.

Além disso, Agostina disse que desconhecia a gravidade das manifestações racistas. De acordo com ela, a compreensão sobre o tema ocorreu apenas após a repercussão do caso. “Por ignorância, eu não entendia o que era racismo. Hoje vejo que não se trata de uma simples ofensa, mas de algo muito sério para quem sofre com isso”, afirmou.

Caso ocorreu em janeiro

O episódio aconteceu em 14 de janeiro deste ano, em um bar no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Na ocasião, gestos imitando um macaco foram feitos pela turista em direção a quatro funcionários do estabelecimento.

O caso foi investigado e, posteriormente, a argentina foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo crime de racismo. A denúncia acabou aceita pela Justiça, que chegou a decretar a prisão preventiva da acusada no início de fevereiro.

Agostina foi localizada pela Polícia Civil no bairro de Vargem Pequena e presa em 6 de fevereiro. No mesmo dia, porém, a decisão judicial foi revista e a ordem de prisão preventiva foi revogada. Desde então, ela responde ao processo em liberdade.

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