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Injúria racial

Turista argentina diz estar “angustiada” por ser impedida de deixar o Brasil

Justiça mantém medidas que impedem saída do Brasil após acusação no Rio.

• Atualizado

Suellen Krieger

Por Suellen Krieger

Turista argentina diz estar “angustiada” por ser impedida de deixar o Brasil | Foto: Reprodução/Instagram
Turista argentina diz estar “angustiada” por ser impedida de deixar o Brasil | Foto: Reprodução/Instagram

A turista argentina Agostina Paez afirmou estar “muito angustiada” após ser impedida de deixar o Brasil enquanto responde a uma acusação de injúria racial no Rio de Janeiro. A declaração foi dada em entrevista ao jornal argentino La Nación, publicada nesta quinta-feira (26).

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a manutenção das medidas cautelares foi determinada na última quarta-feira (25), após manifestação da Promotoria junto à 37ª Vara Criminal. Com isso, a acusada segue impedida de sair do país.

Durante a entrevista, Paez relatou abalo emocional diante da situação. “Estou desesperada, sobrecarregada, sofrendo muito. Tenho cada vez menos esperança. Estou muito angustiada”, disse.

Na terça-feira (24), a defesa solicitou que a argentina respondesse ao processo em liberdade e tivesse o passaporte devolvido. O Ministério Público concordou parcialmente, mas condicionou a saída do Brasil ao pagamento de indenização de R$ 98 mil às vítimas como garantia.

Por outro lado, os advogados afirmaram que as medidas são excessivas. A defesa alegou ainda que a turista estaria sem contato com familiares e sofrendo supostas ameaças. Caso o valor não seja pago, o Ministério Público defende que ela permaneça no país até a sentença.

O processo já está na fase de alegações finais, etapa que antecede a decisão da Justiça. Ainda não há data definida para o julgamento.

O caso

O episódio ocorreu em janeiro deste ano, em um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio. De acordo com as investigações, houve um desentendimento entre a turista, amigas e um funcionário do estabelecimento por causa de um suposto erro no pagamento.

Ao deixar o local, a argentina teria chamado o funcionário de “mono” (“macaco”) e feito gestos imitando o animal. Ela também teria ofendido outros trabalhadores com expressões racistas.

As imagens foram registradas em vídeo pela própria vítima e mostram o momento dos insultos. Em uma das gravações, uma amiga tenta conter a acusada.

A legislação brasileira classifica o racismo como crime inafiançável e imprescritível, com aplicação das mesmas regras a brasileiros e estrangeiros.

*Com informações de SBT News

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