Trio é denunciado por matar adolescente e esconder corpo em SC
Denúncia requer a condenação dos investigados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver
• Atualizado
Um trio foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por suspeita de matar Daniele Roque Silveira, de 16 anos, em Balneário Rincão. A jovem estava desaparecida desde 20 de novembro.
O crime ocorreu em 21 de novembro. A vítima teria sido atraída sob o falso pretexto de ter um encontro.
De acordo com o MPSC, na noite do crime, um dos réus teria contratado um outro homem que realizava corridas de forma particular e o pediu para buscar a adolescente em sua residência, no bairro Polícia Rodoviária, em Araranguá.
A adolescente foi conduzida até a residência do suspeito, em Balneário Rincão. No entanto, segundo a denúncia, os investigados teriam se aproveitado da situação para atraí-la e cometer o crime.
Depois de ser recebida na casa do primeiro réu, a jovem teria sido levada até o Morro da Moca, uma área isolada na mesma região. No local, os três denunciados teriam torturado a jovem e a matado com diversos golpes.
Após o crime, o corpo de Daniele foi ocultado e encontrado em 10 de março, nas dunas de Balneário Rincão, em uma área de difícil acesso.
Denúncia
Os denunciados, dois homens e uma mulher, têm 20, 22 e 24 anos. Um deles está preso preventivamente e os outros dois estão foragidos. A suspeita é que eles sejam integrantes de uma organização criminosa.
Conforme a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Içara, o trio matou a adolescente por motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação, aplicando múltiplos golpes com instrumento contundente, que lhe ocasionaram traumatismo crânio encefálico e politraumas.
A localização do celular da vítima auxiliou na identificação dos suspeitos. Dados da geolocalização do aparelho apontaram que o celular esteve no endereço do réu com quem a vítima se relacionava naquela noite.
Posteriormente, o aparelho conectou-se à rede Wi-Fi da denunciada, companheira do terceiro réu envolvido. Os dois endereços ficam próximos do local do crime e do ponto em que o cadáver foi encontrado, indicando que o aparelho esteve sob o controle dos denunciados no período em que ocorreram os fatos.
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