Rádio Clube Compartilhar
intoxicação

Tia e sobrinho são denunciados pelo MP por envenenar refrigerante em pronto-socorro de SC

Pelos menos 11 pessoas beberam o refrigerante e passaram mal

• Atualizado

Sarah Falcão

Por Sarah Falcão

Foto: Freepik/Reprodução
Foto: Freepik/Reprodução

Tia e sobrinho foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por envenenar um refrigerante servido a funcionários de um pronto-socorro em Santa Cecília, no Planalto Serrano de Santa Catarina. A bebida deixou ao menos 11 pessoas intoxicadas.

A denúncia já foi recebida e os dois respondem a um processo por envenenar substância alimentícia destinada ao consumo, crime previsto no artigo 270 do Código Penal, com pena que pode chegar a 15 anos de reclusão. Ambos seguem presos preventivamente. 

Motivação do crime

De acordo com o MPSC, as evidências indicam que o crime teria sido cometido por vingança. O sobrinho, de 41 anos, havia sido afastado das atividades no pronto-socorro duas semanas antes por possível assédio, enquanto a tia dele, de 54, estaria com raiva por não ter autorização pela unidade para realizar um tratamento considerado irregular. 

Segundo as investigações, no dia 21 de outubro, a mulher teria colocado o medicamento clonazepam em um refrigerante e levado a garrafa de dois litros para os funcionários durante o lanche da tarde.

Já o sobrinho teria confirmado que as pessoas alvo da ação estavam no local e beberiam o refrigerante.

Pelos menos 11 pessoas tomaram o refrigerante e passaram mal simultaneamente, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, recepcionistas e auxiliares de serviços gerais.

Após apresentarem sintomas como tontura, vômito, sonolência, inchaço abdominal e dificuldade para falar, algumas das vítimas precisaram ser internadas.

A denúncia oferecida pelo Promotor de Justiça da comarca, Murilo Rodrigues da Rosa, aponta o motivo torpe e a dissimulação como circunstâncias agravantes, considerando o contexto dos fatos. Caso haja condenação, as penas poderão ser aumentadas.

“As investigações revelam uma conduta extremamente grave, que colocou em risco a saúde e a vida de diversos profissionais que estavam no exercício de uma função essencial à comunidade, e o Ministério Público de Santa Catarina está atuando para que a legislação penal seja cumprida”, explica o Promotor de Justiça. 

>> Para mais notícias, siga o SCC10 no InstagramThreadsTwitter e Facebook.

Quer receber notícias no seu whatsapp?

EU QUERO

Ao entrar você esta ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

Fale Conosco
Receba NOTÍCIAS
Posso Ajudar? ×

    Este site é protegido por reCAPTCHA e Google
    Política de Privacidade e Termos de Serviço se aplicam.