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Caso chocante

Soldado acusado de matar cabo do Exército a facadas será julgado pela Justiça comum

Réu responderá por feminicídio e destruição de cadáver

• Atualizado

Redação

Por Redação

Soldado acusado de matar cabo do Exército a facadas será julgado pela Justiça comum – Imagem: reprodução/ Instagram
Soldado acusado de matar cabo do Exército a facadas será julgado pela Justiça comum – Imagem: reprodução/ Instagram

O Tribunal do Júri de Brasília aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, acusado de matar a facadas a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2025, dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, uma unidade de elite do Exército, em Brasília. Com a decisão, o réu responderá à Justiça comum pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver.

Segundo a denúncia, a vítima foi atingida por uma facada no pescoço. Após o ataque, Kelvin teria ateado fogo às dependências da banda de música do quartel, local onde Maria de Lourdes era lotada. O corpo da jovem foi carbonizado, o que caracteriza o crime de destruição de cadáver. Em seguida, o acusado deixou o local sem levantar suspeitas. O incêndio destruiu completamente a área atingida.

O Ministério Público classificou o crime como feminicídio por entender que houve menosprezo e discriminação à condição de mulher. Também foi apontada uma causa de aumento de pena, já que o assassinato teria sido praticado de forma cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.

Uma semana após o crime, com a conclusão da sindicância interna do Exército, Kelvin Barros foi expulso da corporação e transferido para o sistema prisional.

Apesar de o homicídio ter ocorrido dentro de uma unidade militar, a Justiça do Distrito Federal acolheu o entendimento do MP de que o crime não teve relação com a atividade militar. Por isso, a competência para o julgamento é do Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.

A Promotoria de Justiça destacou ainda que o julgamento pelo júri popular garante a participação da sociedade no processo. Já a Justiça Militar da União continuará responsável por apurar e julgar eventuais crimes conexos de natureza militar.

*Com informações de Agência Brasil

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