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Polícia em ação

Crime bilionário: SC amplia combate a golpes com novas delegacias de estelionato

Com quase 100 mil golpes e prejuízo bilionário, Santa Catarina amplia delegacias especializadas para combater estelionato e fraudes virtuais

• Atualizado

Roberto Gatti

Por Roberto Gatti

Crime bilionário SC amplia combate a golpes com novas delegacias de estelionato.| Foto: Banco de imagens do Canva
Crime bilionário SC amplia combate a golpes com novas delegacias de estelionato.| Foto: Banco de imagens do Canva

A Polícia Civil de Santa Catarina vai ampliar o combate aos crimes de estelionato com a criação de novas delegacias especializadas em diferentes regiões do Estado. A medida foi anunciada pelo delegado-geral Ulisses Gabriel diante do alto número de golpes registrados e do elevado prejuízo financeiro causado à população catarinense.

Segundo Ulisses Gabriel, desde o início da atual gestão estadual, em 2023, o tema passou a ser tratado como prioridade. “Trata-se de um crime silencioso, que não envolve violência, mas que gera um prejuízo muito grande ao cidadão”, afirmou durante coletiva de imprense que divulgou dados sobre a segurança pública do Estado.

De acordo com a Polícia Civil, quase 100 mil ocorrências de golpes e fraudes foram registradas nos últimos anos em Santa Catarina. Mesmo com uma leve redução em 2025, o impacto financeiro permanece alto: a estimativa é de cerca deR$ 1 bilhão em prejuízos, considerando que o valor médio de cada golpe gira em torno de R$ 1 mil.

Golpes cada vez mais sofisticados

O delegado-geral explicou que boa parte do dinheiro obtido ilegalmente sai de SC, já que muitas organizações criminosas atuam a partir de outras regiões do país. Entre os crimes mais comuns estão fraudes virtuais, como phishing (refere-se a uma tentativa de roubar informações confidenciais, normalmente na forma de nomes de usuário, senhas, números de cartão de crédito, informações de contas bancárias ou outros dados importantes, para utilizar ou vender as informações roubadas.), envio de links falsos, clonagem de números de telefone, golpe do falso parente e até o chamado “golpe do nude”.

Os dados mostram a escalada do problema: em 2019 foram cerca de 20 mil ocorrências; em 2020, 40 mil; em 2021, 60 mil; e em 2022, 80 mil registros. A partir de 2023, houve estabilização e, posteriormente, redução, resultado direto do fortalecimento das investigações.

Investigações mais profundas e prisões

Para avançar no enfrentamento ao crime, a Polícia Civil reforçou a Delegacia de Defraudações da DEIC, ampliou o efetivo e passou a atuar por fases, identificando não apenas os chamados “laranjas”, mas também os líderes das organizações criminosas.

Com apoio do governo estadual, policiais passaram a viajar para outros estados, como Pará, Bahia e Ceará, para apreender equipamentos, rastrear pagamentos e reunir provas. A estratégia já resultou em prisões preventivas e temporárias por estelionato e organização criminosa.

Expansão das delegacias especializadas


Atualmente, Santa Catarina conta com delegacias especializadas em estelionato em Florianópolis, Joinville e Blumenau. O próximo passo, segundo Ulisses Gabriel, é ampliar esse modelo para cidades com mais de 200 mil habitantes, como Criciúma, São José, Palhoça, Itajaí e Chapecó.

Com a expansão, a expectativa é que até 2,7 milhões de catarinenses passem a ser atendidos diretamente por unidades especializadas no combate ao estelionato.

A Polícia Civil reforça a importância do registro de ocorrências, inclusive em casos de tentativa de golpe, para fortalecer as investigações e identificar padrões de atuação das quadrilhas.

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