Responsável por massacre em creche de Blumenau é condenado por mais um crime
Réu atacou um cachorro por vingança antes do atentado à creche
• Atualizado
O homem condenado a 220 anos de prisão pelo ataque que matou quatro crianças na creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, foi sentenciado por mais um crime. Desta vez, ele foi condenado a mais três anos de reclusão, em regime inicial fechado, por esfaquear um cachorro.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, esse crime aconteceu na madrugada de 3 de dezembro de 2022, cerca de quatro meses antes do ataque à creche. A investigação aponta que o homem foi até a casa da vítima para se vingar de familiares com quem tinha desentendimentos. Lá, ele chamou o cachorro até o portão e o atacou com uma facada no pescoço.
A agressão provocou uma lesão profunda, deixando o animal agonizando por horas. O cão só sobreviveu porque a tutora o encontrou a tempo e conseguiu atendimento veterinário rápido.
Durante o processo, provas como depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos confirmaram que o homem cometeu o crime. O Ministério Público destacou que a ação foi intencional, sem motivo justificável e feita durante a madrugada, o que aumentou ainda mais o sofrimento do animal.
Além da prisão, o condenado terá que pagar multa e indenizar a dona do cachorro. A Justiça determinou o pagamento de R$ 712 pelos gastos com o tratamento veterinário e mais R$ 5 mil por danos morais. Ainda cabe recurso da decisão.
Segundo o promotor de Justiça Leonardo Todeschini, a punição é importante para reforçar que maus-tratos a animais são crimes e precisam ser punidos. “A responsabilização criminal em casos de maus-tratos a animais reafirma o dever institucional de proteção aos seres sencientes e de repressão a condutas que evidenciem violência injustificada, especialmente quando praticadas com finalidade de intimidação ou retaliação a terceiros”.
Relembre o caso da creche
O mesmo homem é responsável pelo ataque à creche Cantinho Bom Pastor, ocorrido em 5 de abril de 2023, também em Blumenau, no Vale do Itajaí. Na ocasião, quatro crianças morreram e outras cinco ficaram feridas.
Segundo a Polícia Militar, o autor, então com 25 anos, invadiu a unidade com uma arma branca, semelhante a um machado, e atacou as vítimas. Após o crime, ele se entregou no 10º Batalhão da Polícia Militar e foi encaminhado à Polícia Civil.
As vítimas foram Bernardo Pabst da Cunha, de 4 anos, Enzo Marchesin Barbosa, de 4 anos, Bernardo Cunha Machado, de 5 anos, e Larissa Maia Toldo, de 7 anos.
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