Polícia conclui investigação de homicídio de adolescente em Cunha Porã
Somadas, as penas dos suspeitos pelo crime podem ultrapassar 35 anos de reclusão
• Atualizado
A Polícia Civil (PC) concluiu as investigações sobre o homicídio de um adolescente de 15 anos ocorrido na noite de réveillon, entre os dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, no município de Cunha Porã, no Oeste do estado.
O inquérito foi conduzido pela Delegacia de Investigações Criminais de Maravilha e resultou no indiciamento de quatro homens, de 21, 23, 27 e 30 anos, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, vilipêndio de cadáver e ocultação de cadáver. Somadas, as penas podem ultrapassar 35 anos de reclusão.
Relembre o caso
Segundo as investigações, o adolescente saiu de casa na noite do dia 31 de dezembro, informando aos familiares que iria assistir aos fogos de artifício. No entanto, ele não retornou para casa. A família fez um boletim de ocorrência por desaparecimento.
Após as investigações, equipes policiais localizaram o corpo da vítima no dia 2 de janeiro de 2026 em uma área de mata no município de Cunha Porã. Segundo a PC, o corpo apresentava sinais de violência e estava decapitado no local onde foi encontrado. As autoridades de segurança só encontraram a cabeça da vítima no dia 3 de janeiro, cerca de 100 metros de distância do local onde o corpo estava.
Suspeitos gravaram vídeos com a cabeça da vítima
Ainda no dia 3 de janeiro, quatro suspeitos foram presos em flagrante e levados à delegacia para os procedimentos legais.
Ao longo das investigações conduzidas pela DIC de Maravilha, foram realizadas oitivas de testemunhas, análise de elementos informativos e outras diligências para esclarecer completamente o crime.
Conforme a PC, os testemunhas afirmaram que, após o homicídio e a decapitação, os suspeitos teriam gravado vídeos exibindo a cabeça da vítima nas redes sociais e praticado outros atos de desrespeito ao cadáver.
Entre os relatos que a PC divulgou, um dos investigados teria inclusive simulado uma partida de futebol utilizando a cabeça da vítima, fato que reforçou a gravidade das acusações.
Investigados seguem presos
Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que agora irá analisar o conjunto de provas e decidir sobre as próximas medidas judiciais.
Os quatro investigados permanecem presos e à disposição da Justiça no Presídio Regional de Maravilha, no Oeste de Santa Catarina.
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