PM aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio com super salário
Mesmo sendo réu por feminicídio e fraude processual, o oficial passa agora para a reserva remunerada e deverá receber cerca de R$ 20 mil
• Atualizado
A Polícia Militar de São Paulo aposentou oficialmente, nesta quinta-feira (2), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso e acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Mesmo sendo réu por feminicídio e fraude processual, o oficial passa agora para a reserva remunerada e deverá receber cerca de R$ 20 mil mensais, valor equivalente a aproximadamente 97% do salário.
Acusação de feminicídio
O tenente-coronel é acusado de feminicídio contra a esposa dentro do apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo. Segundo as investigações, ele teria tentado simular um suicídio para encobrir o crime.
A Polícia Civil aponta que há evidências de manipulação da cena e do celular da vítima. Mensagens trocadas entre o casal antes da morte indicariam conflitos no relacionamento e a intenção de separação por parte da soldado.
Perícias também indicam que conteúdos foram apagados após o crime, o que reforça a suspeita de tentativa de obstrução da investigação.
Processo segue em andamento
Apesar da aposentadoria, o caso segue em tramitação na Justiça. O oficial permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes e responde por feminicídio e fraude processual. Em paralelo à justiça comum, a própria corporação instaurou um procedimento que pode resultar na expulsão do militar, o que ainda está sob análise.
Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e o comando da Polícia Militar não detalharam os fundamentos da decisão de aposentadoria.
O caso segue sob investigação e deve avançar nas próximas etapas judiciais.
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