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Piloto acusado de pedofilia em SP é indiciado por 12 crimes

Cinco mulheres ligadas às vítimas também foram indiciadas

• Atualizado

Redação

Por Redação

Piloto acusado de pedofilia em SP é indiciado por 12 crimes – Imagem: reprodução/ SBT
Piloto acusado de pedofilia em SP é indiciado por 12 crimes – Imagem: reprodução/ SBT

Informações exclusivas do SBT News revelam que a Polícia Civil concluiu a investigação contra o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso em fevereiro em São Paulo, e o indiciou por 12 crimes graves, incluindo estupro de vulnerável e exploração sexual de criança e adolescente.

Somadas, as penas podem ultrapassar 250 anos de prisão, embora a legislação brasileira limite a prisão máxima em regime fechado a 40 anos.

O inquérito policial, com mais de oito mil páginas, foi entregue ao Ministério Público nesta quinta-feira (2). Segundo a investigação, Sérgio Antônio Lopes cometia crimes repetidamente contra 11 vítimas, com idades entre 2 e 17 anos, sendo apenas uma maior de idade. Entre os crimes atribuídos ao piloto estão:

  • Armazenamento, produção e compartilhamento de material de pedofilia;
  • Estupro de vulnerável;
  • Estupro (vítima maior de 18 anos);
  • Exploração sexual de crianças e adolescentes;
  • Aliciamento de criança;
  • Stalking (perseguição);
  • Divulgação de cenas de nudez (vítima maior de 18 anos);
  • Coação de testemunha;
  • Falsa identidade;
  • Organização criminosa.

A produção de fotos e vídeos de pedofilia ocorreu mais de 100 vezes, e a Polícia Civil entende que todas as penas devem ser somadas, resultando no cálculo estimado de mais de 250 anos de prisão.

O piloto foi preso no dia 9 de fevereiro, dentro de um avião da Latam, companhia aérea em que trabalhava, pouco antes da decolagem. Ele foi demitido dias depois. A investigação começou em dezembro do ano passado, após uma denúncia anônima à Delegacia de Combate à Pedofilia.

Além do piloto, cinco mulheres ligadas às vítimas, duas tias, uma avó, uma mãe e uma vizinha, também foram indiciadas e estão presas temporariamente. A polícia informou que a rede se aproveitava da situação financeira das famílias das vítimas, pagando entre R$ 30 e R$ 100 por fotos, vídeos e encontros. As provas foram encontradas em celulares e computadores.

O prazo da prisão temporária vence na próxima terça-feira (7). Até lá, o Ministério Público deve denunciar os acusados à Justiça e solicitar a prisão preventiva por tempo indeterminado. Durante a investigação, Sérgio admitiu alguns crimes, mas negou ser o líder da rede de pedofilia.

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