Caso Moisés: pai do menino de 4 anos levado morto ao hospital em Florianópolis vai a júri
Moisés, de apenas quatro anos, era autista não verbal
• Atualizado
O caso do menino Moisés Falk da Silva, de quatro anos, levado ao MultiHospital de Florianópolis desacordado, ganhou um novo capítulo. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) quer que o pai da criança seja levado a júri popular, e responda por homicídio qualificado e tortura.
O órgão exibiu as alegações finais do processo de apuração da morte da criança. De acordo com o MPSC, as acusações contra o pai do menino são baseadas no boletim de ocorrência, fotografias, laudos periciais, interrogatório e depoimentos de 12 testemunhas.
Todas as fontes indicam as agressões do pai contra o menino de quatro anos durante meses, antes da morte da criança. Ainda segundo a investigação, as violências aconteciam com frequência.
Moisés, de apenas quatro anos, era autista não verbal e apresentava ferimentos, hematomas e marcas de mordida pelo corpo, além de ter lesões no tórax e nas costas.
A morte do menino foi confirmada após ele chegar ao atendimento médico, já quase sem sinais vitais, e de acordo com o laudo pericial, a causa foi uma hemorragia provocada por traumatismo decorrente de instrumento contundente.
Pai de menino de 4 anos vai a júri popular
Durante o processo, a mãe do menino se tornou ré, e o MPSC reforçou que ela deve responder por homicídio qualificado e tortura, sob a tese de coautoria por omissão – já que sabia das agressões, mas mantinha o filho sob os cuidados do pai.
A mãe foi presa mas responde em liberdade provisória por estar grávida, já o padrasto de Moisés segue preso preventivamente.
Relembre o caso do menino de 4 anos levado desacordado a hospital
O menino de quatro anos, Moisés Falk da Silva, foi levado ao MultiHospital, em Florianópolis, desacordado no dia 17 de agosto de 2025. A criança morreu ainda na unidade de saúde e segundo os laudos periciais, Moisés era vítima de violência durante meses.
De acordo com o MPSC, no dia do óbito, o menino – que era autista não verbal – teria ido sozinho até a casa de uma vizinha para pedir ajuda. Após isso, ele teria então sido levado ao atendimento médico, onde ocorreu a morte.
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