Homem acusado de agredir genro com chicote é absolvido
Júri entendeu que o pai agiu para proteger a filha
• Atualizado
Um pai acusado de dar chibatadas no genro após a filha relatar agressões foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal do Júri na Bahia. Os jurados entenderam que ele agiu para proteger a filha e o inocentaram das acusações de tentativa de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado.
O caso voltou a repercutir e viralizou nas redes sociais nesta semana, após perfis divulgarem trechos do julgamento. Segundo a Defensoria Pública da Bahia, o julgamento ocorreu em novembro de 2025, 10 anos após o ocorrido, e o processo foi arquivado em definitivo.
O episódio aconteceu em 27 de dezembro de 2015, em uma fazenda no município de Ibititá. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem teria sequestrado e tentado matar o genro, que registrou ocorrência na delegacia após as agressões.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas e houve o interrogatório do réu e debates entre acusação e defesa. Após a decisão dos jurados, o juiz Vanderley Andrade de Lacerda proclamou o resultado.
Em depoimento, o pai confirmou que agrediu o genro com um chicote. Segundo ele, a decisão foi tomada depois que a filha contou que sofria agressões do companheiro, principalmente no rosto. Ele também afirmou que a neta teria relatado que o pai quebrou o celular da mãe e jogou água no rosto dela.
“Não vou negar de jeito nenhum, se foi a verdade. A mentira só vale se a verdade não chega”, declarou o réu em plenário. Ele afirmou ainda que deu entre oito e 12 chibatadas nas costas do genro e um tapa no rosto dele.
O pai disse que, se tivesse intenção de matar, teria feito isso no momento da abordagem. Após as agressões, segundo ele, levou o genro até um povoado, onde havia cerca de 60 prontas para agredi-lo, e o entregou afirmando que ele estava vivo e consciente.
Já o genro afirmou à Justiça que foi ameaçado com uma faca e agredido pelo sogro. Durante o interrogatório, ele chorou e disse que discutiu com a companheira durante uma festa e que a empurrou. “Não sei se eu dei um tapa nela. Eu estava até bebendo também, não tenho certeza, mas foi por conta disso só [a agressão]”, declarou. Ele negou ter agredido a mulher anteriormente ou quebrado o celular dela.
Segundo a Defensoria Pública, os jurados concluíram que o réu agiu para proteger a filha e, por isso, o absolveram das três acusações. Após a leitura da sentença, o juiz afirmou que foi um julgamento dentro da legalidade, com ampla defesa, e desejou que a família encontre amadurecimento e paz.
A filha do homem absolvido e o genro continuam juntos. Não há informações se a mulher entrou com processo contra o companheiro pelas agressões relatadas.
*Com informações de UOL.
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